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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

BATMAN: A TRILOGIA DE NOLAN


Batman

Agora, neste último post falaremos sobre os dois primeiros filmes da Trilogia do cineasta Christopher Nolan que recolocaram Batman no cenário da cultura pop e reinaugurou um novo estilo de filmes de super-herois, com mais realismo e uma trama mais adulta. 


Batman Begins

O diretor/roteirista Christopher Nolan e o co-roteirista David S. Goyer começaram a trabalhar em Batman Begins no início de 2003 com o objetivo de um tom mais sombrio e realista, com a humanidade e realismo sendo a base do filme. 

Batman (Christian Bale)

O filme, que foi filmado principalmente na Inglaterra e Chicago, contou com acrobacias tradicionais e modelos em escala, imagens geradas por computador foram usadas minimamente. Christian Bale estrelou como Batman. Liam Neeson estrelou como Ra's al Ghul (embora disfarçado de Henri Ducard) e Cillian Murphy estrelou como O Espantalho. 

Rachel (Katie Holmes)


Espantalho (Cillian Murphy)

Katie Holmes também estrelou no filme como o interesse amoroso de Bruce Wayne, Rachel Dawes. Um novo Batmóvel (chamado de Tumbler) e uma nova Bat-roupa foram ambos criados especialmente para o filme. Batman Begins recebeu muitas críticas positivas e foi comercialmente bem sucedido. O filme estreou em 15 de junho de 2005 nos Estados Unidos e Canadá em 3858 cinemas. O filme arrecadou US$ 48 milhões em sua semana de estréia, acabou arrecadando 370 milhões dólares em todo o mundo. 

Bruce e Lucius Fox (Morgan Freeman)


Lucius, Gordon (Gary Oldman), Alfred (Michael Caine), Ra´s al Ghul (Liam Neeson) 

O filme recebeu uma taxa de aprovação de 85% total de Rotten Tomatoes, e foi indicado para o Oscar de Melhor Fotografia. Os críticos observaram que o "medo" era um tema comum ao longo do filme, e comentaram que tinha um tom mais escuro em relação aos quatro filmes da franquia anterior do Batman. O filme também popularizou a noção de re-inicio de franquias em Hollywood.

Batman - O Cavaleiro das Trevas

Christopher Nolan repetiu suas funções como diretor e roteirista, trazendo seu irmão, Jonathan, para co-escrever o roteiro do segundo filme. Batman – O Cavlaeiro das Trevas apresenta Christian Bale, reprisando seu papel como Batman / Bruce Wayne, Heath Ledger como Coringa e Aaron Eckhart como Harvey Dent / Duas-Caras. As filmagens começaram em abril de 2007, em Chicago. O filme também foi filmado em outros locais, incluíndo Pinewood Studios e Hong Kong. 

Batman 

Em 22 de janeiro de 2008, depois que ele terminou de gravar as cenas do filme e durante as filmagens do filme de Terry Gillian O Mundo Imaginário do Dr Parsassus, o ator morreu de overdose após tomar seu remédio para dormir. A atriz Maggie Gyllenhaal substistuiu Katie Holmes interpretando Rachel Dawes. A Warner Bros tinha criado uma campanha de publicidade viral para o filme, o desenvolvimento de sites promocionais e trailers destacaram capturas de tela de Ledger como o Coringa, mas após a morte de Ledger, o estúdio modificou sua campanha promocional. 

Coringa (Heath Ledger)


Harvey/Duas-Caras (Aaron Eckhart) 

O filme foi lançado em 16 de julho de 2008 (na Austrália) e 18 de julho de 2008 (na América do Norte), o filme foi recebido com críticas positivas após o seu lancamento, e se tornou o segundo filme do Batman a ganhar mais de US $ 500 milhões em bilheteria, e o primeiro filme do Batman a faturar mais de um bilhão de dólares no mundo inteiro, e definir numerosos outros registros no processo. Ele recebeu oito indicações ao Oscar, vencendo em duas categorias: Melhor Edição de som e Melhor ator coadjuvante (uma vitória póstuma para Heath Ledger), tornando-se o segundo filme do Batman a receber uma vitória no Oscar.

Rachel (Maggie Gyllenhaal)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

CRITICA: ESQUADRAO CLASSE A

Esquadrão Classe A

Hanniball, Baracus, Cara e Murdock


Cara e Cap. Sosa

Olá, cá estou eu comentando sobre mais um filme, e assim como no Fúria de Titãs, aqui falarei sobre o filme em si, sem relacionar a série de TV, pois, infelizmente, eu nunca assisti.
Bem, para quem não acompanhou o seriado, e gosta de uma aventura Classe A, o filme Esquadrão Classe A é uma excelente pedida. Confesso que fui ver o filme meio receoso. Quando gosto muito de um quadrinho, série de TV ou game que vai parar nas telonas, por um lado fico muito animado para ver aqueles personagens em ação na sala escura.
Por outro, fico pensando: "Será que eles vão estragar a história e fazer uma porcaria, como O Motoqueiro Fantasma (2007)"? É difícil acontecer um meio termo nestes casos. Geralmente, ou a adaptação é um lixo ou fica ótima, com gostinho de continuação (caso deste Esquadrão Classe A).
O roteiro é direto ao ponto. Se estamos falando de aventura? Vamos fazer um filme frenético, movimentado, cheio de perseguições, lutas, explosões e afins, sem enrolar muito. É o que devem ter pensado os produtores do filme. A sequência inicial, inclusive, é um tremendo cartão de visitas. Se tem mentira? Claro!!! Mas o mais legal é não sentir o menor incômodo com isso. Embora na vida real, mentir seja alvo de controvérsias, no cinema, quando bem feito, é uma arte. Então seja bem-vindo! As cenas são de tirar o fôlego.
Durante uma longa e ótima abertura, os Rangers são apresentados e o espectador já fica sabendo como o Esquadrão Classe A é formado. Hannibal (Liam Neeson), Face (Bradley Cooper), Baracus (Quinton Jackson) e Murdock (Sharlto Copley) são veteranos da Guerra do Iraque que adoram planejar uma boa missão (desde que ela seja quase impossível). Correr riscos é com os caras. Nada de coisas simples. O que eles querem é desafiar o perigo.
O mais legal do longa é que o inimigo está dentro de sua própria unidade do exército. Nada de lunáticos homens bomba ou daqueles estereótipos maniqueístas da luta do bem contra o mal que Hollywood tanto gosta (soldados norte americanos versus lunáticos russos, comunistas, iranianos ou iraquianos). Os quatro talentosos e carismáticos militares são vítimas de uma armadilha e acusados de um crime que não cometeram. Mesmo atrás das grades, eles planejam uma forma de limpar seus nomes e recuperar suas patentes. Exagero é o que não falta nesse filme e não se levar a sério em momento algum é o grande trunfo. Cada seqüência de ação é mais absurda que a anterior, culminando em um clímax que beira o inacreditável de tantos elementos em cena e explosões (ainda que o tanque de pára-quedas seja minha cena favorita). Mas é aí que está o combustível do filme, aliás, com personagens loucos, a ação só poderia ser extraordinariamente exagerada.
O elenco funcionou muito bem no filme. Liam Neeson lidera com charme o time, embora a diversão das cenas fique mesmo com os atores Bradley Cooper e principalmente com Sharlto Copley (Distrito 9), revelação do humor, que na pele do maluco Murdock é a maior diversão do filme, seja com seu modo peculiar de pilotar um avião ou helicóptero, ou seja com suas imitações hilárias do BLUE MEN GROUP ou de Mel Gibson em Coração Valente. Quinton Jackson completa o quarteto de forma “muscular”, e Jessica Biel não compromete como a Cap. Sosa, que também é interesse romântico de Peck (Copper) no filme. Patrick Wilson também conseguiu um bom destaque como o agente da C.I.A.: Lynch.
Esquadrão Classe A é aventura do começo ao fim, com bom humor e ótimos efeitos especiais, é pipoca da melhor qualidade, para ser saboreada com gosto.
Aos apressados que saem correndo da sala tão logo os créditos surgem na telona, atenção: há uma cena extra após todos os créditos. Uma breve sobremesa para quem conheceu a série de TV que inspirou este filme.
Thiago Souza

terça-feira, 22 de junho de 2010

CRITICA : FURIA DE TITÃS

Furia de Titãs

Perseu


Os Deuses no Olimpo

Io e Perseu

E aí pessoal estão gostando das críticas? Então, aqui estou eu novamente para comentar sobre uma refilmagem de 1981: Fúria de Titãs. Mas como, infelizmente, eu (e acredito que muita gente por aí) ainda não era nascido e já que hoje estamos num período atual de tecnologias, efeitos especiais e o famoso 3-D, nunca tive a oportunidade de assistir a primeira versão, portanto mostrarei as minhas impressões levando em conta apenas este filme.
A refilmagem de Fúria de Titãs se aproveitou da tecnologia 3D para reunir elementos da mitologia grega a fantásticos efeitos especiais. Guerra entre deuses e humanos (com direito a lutas contra escorpiões gigantes), Zeus, Hades, Perseu, Medusa... Perfeito, não? Para o público sim, mas para a crítica em geral não. O falatório por todo o mundo foi de que um longa-metragem não pode se sustentar apenas em efeitos especiais, mas se é um filme de ação, vocês querem o quê?!
Acharam também que o roteiro e as atuações foram fracos e que o resumo do filme é a velha luta entre o bem e o mal. Claro, que eles não deixam de estar certos em parte, mas esse filme é para todas as idades e levando em consideração isso todo mundo quer ver um filme de encher os olhos, né?! E é isso que ele é (deixando de lado as críticas negativas) é um filmaço!!!!!!!!
A trama é a seguinte: Quando os humanos declaram guerra aos deuses, por estarem insatisfeitos com suas vidas na Terra, o Olimpo resolve contra atacar. Hades (Ralph Fiennes, irreconhecível), irmão de Zeus (o sempre competente Liam Neeson), deixa o mundo subterrâneo para dar um jeito nos insolentes e ingratos seres humanos. Ou eles sacrificam a Princesa Andrômeda (a bela Alexa Davalos), ou, no próximo eclipse solar, o imbatível monstro Kraken será libertado. Perseus (o queridinho de Hollywood: Sam Worthington, de Avatar), um semideus em busca de vingança, é o único capaz de descobrir um modo de derrotá-lo.
Visualmente, o novo Fúria de Titãs, de Louis Leterrier (de O Incrível Huck), compensa o tempo perdido esperando por diálogos que nunca aparecem. As imagens, criadas com computação gráfica e cenários grandiosos, são empolgantes. Criaturas fabulosas como harpias e escorpiões gigantes fazem o abre-alas para o maior monstro já visto nas telonas, o Kraken (mesmo nome do monstro de Piratas do Caribe). Todas têm peso e presença, as batalhas contra elas são frenéticas, bem coreografadas e equilibradas com uma situação cômica aqui e ali. Enfim, a receita do sucesso dos filmes recentes de aventura/ação
No entanto, o longa padece de problemas sérios de roteiro. Apesar de não se apressar em jogar Perseu e seu bando na busca pela única arma conhecida capaz de fazer frente ao Kraken, nenhum personagem é suficientemente desenvolvido. Dessa forma, como todo o texto se apóia sobre a idéia de sacrifício, fica difícil lamentar o destino de Andrômeda, afinal, ela teve apenas uma cena para ser apresentada. "Matem-na e salvem Argos (a cidade) de uma vez..." é a impressão que predomina. E, tentando dar ao gênero alguma novidade e mulheres fortes, os roteiristas deslocam o interesse romântico de Perseu para Io (Gemma Arterton, de Píncipe da Pérsia), humana amaldiçoada com a imortalidade, que age como guia do guerreiro em sua jornada. Io surge sem aviso, convence Perseu de sua divindade rapidamente e é aceita pelo grupo sem questionamentos.
Não ajuda também o fato de mais da metade do elenco estar péssimo. Worthington tem aqui seu pior papel desde que despontou em Exterminador do Futuro: A Salvação. Careteiro, insosso... só consegue empolgar quando brada frases de efeito, como "não olhem nos olhos da vadia". Ele é acompanhado em sua mediocridade por Arterton (olhos lacrimejantes o tempo todo) e todos os demais. Aos sempre competentes Neeson e Ralph Fiennes (se não fossem os olhos ninguém o reconheceria) restam um ou outro diálogo caricato e a certeza que Leterrier não fez o menor esforço em fazê-los trabalhar como sabem, prova de que é impossível não se lembrar dos Cavaleiros do Zodíaco nas vestimentas dos deuses e em toda a áurea do Olimpo; os demais deuses são meros figurantes
Mas, enquanto o Perseu adolescente de Percy Jackson se transforma num sujeito mais convencido de sua natureza endeusada, quando descobre ser filho de Poseidon (no filme), o Perseu do novo Fúria de Titãs renega ainda mais sua paternidade. Ele tem um papel social a exercer nessa sociedade envolvida diretamente com os deuses, mas o personagem de Sam Worthington se comporta como um adolescente moderno ao tentar resolver tudo com as próprias mãos, ou seja, sem a ajuda dos deuses. Não aceita os presentes enviados por Zeus (uma espada e o cavalo Pégasus, que, nessa versão, é um garanhão negro) e não perde a chance de dizer que vai resolver o problema “como um homem”, mas demora em perceber a fatalidade de seu destino. Ele não tem um botão que desligue suas habilidades. Não é à toa que é o único capaz de decepar a cabeça da Medusa.
No filme também não há Titãs nenhum. Entretanto, uma menção: o Kraken teria dizimado os Titãs em batalha. Nenhuma referência histórica ou mitológica, basicamente um elemento para aumentar o medo da criatura com a qual Perseu não chega a lutar, afinal, apenas a cabeça da Medusa faz o trabalho. Além da mulher serpente, o herói enfrenta escorpiões gigantes em batalhas num deserto e encontra até mesmo Gênios, em mais uma versão sombria e mística dessa figura mitológica (cujo rosto lembra, e muito, um mini-Optimus Prime).
Com ótimos valores de produção e personagens instigantes, o novo Fúria de Titãs poderia ser um clássico instantâneo. Mas o descaso de Leterrier, com a direção de atores, e o roteiro fraquíssimo, reduziram o filme a uma bela sucessão de quebra-paus. Ao menos isso o diretor sabe fazer com estilo. Falta carisma a Perseu, falta relevância no roteiro, falta um inimigo verdadeiro. Hades é imortal e o monstro do Cloverfield: Kraken tem destino certo. Além de ser um vexame para a tecnologia 3-D, pois segundo foi noticiado, o filme foi transformado para esse formato poucos meses antes da estréia.
Ainda não foi desta vez que os Deuses da Mitologia Grega, foram tratados dignamente pela sétima arte, mas para quem teve que aturar as infantilidades de Percy Jackson, esse Fúria de Titãs vale o preço do ingresso.