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domingo, 17 de julho de 2011

EDITORIAL- BILLY BLANCO UM PARAENSE

Billy Blanco


William Blanco Abrunhosa Trindade, mais conhecido como Billy Blanco (Belém do Pará, 8de maio de 1924 — Rio de Janeiro, 8 de julho de 2011), foi um arquiteto, músico, compositor e escritor brasileiro.
Atraído pela música desde criança, quando começou a compor tinha cuidado ao escrever seus sambas, com letras elaboradas, assuntos e composições das canções. Nos anos 1940, quando cursava o segundo ano de Engenharia, foi para São Paulo, para fazer o curso de Arquitetura, e ingressou no Mackenzie College em 1946. Foi para o Rio de Janeiro, e estudou na Faculdade de Arquitetura e Belas Artes, em 1948. Graduou-se em 1950 em Arquitetura.


Sebastião Tapajos, Billy, Billy Junior, Paulo A. Barata


Tinha um estilo próprio, descrevendo os acontecimentos a sua volta, com humor ou no gênero de exaltação, falando de amor e das desilusões; onde seu samba sincopado, que fugia da cadência vigente do estilo, passou a chamar a atenção dos cantores da época. Sua primeira composição foi "Pra Variar", em 1951. Nos anos 1950 e 1960 seus sucessos foram gravados por Dick Farney, Lúcio Alves, João Gilberto, Dolores Duran, Sílvio Caldas, Nora Ney, Jamelão, Elizeth Cardoso, Dóris Monteiro, Os Cariocas, Pery Ribeiro, Miltinho, Elis Regina e Hebe Camargo. Seu primeiro sucesso foi "Estatutos da Gafieira", na voz de Inesita Barroso, em gravação da RCA Victor de 1954.


Paulo, Billy, Carlos Amorim e Marcelo Souza



Entre seus parceiros estiveram Baden Powell, em "Samba Triste", Tom Jobim, em "Sinfonia do Rio de Janeiro" (suíte popular em ritmo de samba, de 1960) e João Gilberto, em "Descendo o Morro" e "A Montanha/O Morro", onde os dois doutores do asfalto homenageiam o samba de gente simples e de favela. Foram 56 parcerias com o violonista Sebastião Tapajós e com outros compositores, num total de quinhentas músicas, sendo que trezentas já gravadas.


Billy e Billy Junior



Entre seus sucessos destacam-se "Sinfonia Paulistana", "Tereza da Praia", "O Morro", "Estatuto da Gafieira", "Mocinho Bonito", "Samba Triste", "Viva meu Samba", "Samba de Morro", "Pra Variar", "Sinfonia do Rio de Janeiro" e "Canto Livre". "Sinfonia do Rio de Janeiro" é composta por dez canções, escritas em parceria com Tom Jobim, em 1960. As canções que formam a suíte são "Hino ao Sol", "Coisas do Dia", "Matei-me no Trabalho", "Zona Sul", "Arpoador", "Noites do Rio", "A Montanha", "O Morro", "Descendo o Morro" e "Samba do Amanhã".


Os artistas paraenses



"Sinfonia Paulistana" foi concluída em 1974, depois de dez anos de trabalho. É composta por quinze canções, cantadas por Elza Soares, Pery Ribeiro, Cláudia, Claudette Soares, Nadinho da Ilha, Miltinho e pelo coro do Teatro Municipal de São Paulo. A produção foi de Aloysio de Oliveira, com orquestra regida pelo maestro Chico de Moraes. As músicas se chamam "Louvação de Anchieta", "Bartira", "Monções", "Tema de São Paulo", "Capital do Tempo", "O Dinheiro", "Coisas da Noite", "O Céu de São Paulo", "Amanhecendo", "O Tempo e a Hora", "Viva o Camelô", "Pro Esporte", "São Paulo Jovem", "Rua Augusta" e "Grande São Paulo". Em "Monções, destaca-se o carimbó épico, e em "O Tempo e a Hora", a fusão entre bossa e pop. O jornal O Estado de S. Paulo definiu o refrão de "Tema de São Paulo" como o "que mais define o paulistano". Desde o ano em que foi concluída a suíte, essa música, a mais famosa da suíte, faz parte da trilha sonora do Jornal da Manhã, noticiário matutino da Rádio Jovem Pan.


A coletiva de imprensa



Depois de passar uma temporada no Forte de Copacabana durante a ditadura brasileira, Billy Blanco compôs "Canto Livre".
Estava em plena atividade dedicando-se a música gospel, até sofrer um derrame e ser internado no Rio de Janeiro no segundo semestre de 2010.[1] Apesar do quadro estável, em dezembro ainda não conseguia se comunicar oralmente.[1] Em 8 de julho de 2011 o cantor e compositor morreu, aos 87 anos, vitima de um acidente vascular celebral.
O Pará perde um de seus flhos mais famosos.

domingo, 25 de abril de 2010

BILLY BLANCO NO CINETVNEWS

Billy Blanco e Sebastião Tapajos

Tapajos, Paulo Andre (ao fundo) e Billy Blanco

William Blanco Trindade, o Billy Blanco, é um dos dos compositores mais importantes da MPB. Nasceu em Belém do Pará em 1924. Desde os dez anos já praticava poesia, fazendo suas redações todas em versos, sendo sempre nota dez em português. Interessou-se pela música desde cedo, fazendo inicialmente paródias, com letras diferentes em músicas conhecidas.
Começou a apresentar-se em cassinos e programas de rádio aos 18 anos, tocando violão. Mais tarde mudou-se para São Paulo, onde foi estudar arquitetura em 1946, mesmo ano em que surgem suas primeiras composições.
Dois anos depois radicou-se no Rio de Janeiro e formou um grupo musical para tocar na noite. Por essa época conheceu Dolores Duran - uma das principais intérpretes de suas músicas - e os Anjos do Inferno, que gravaram seu samba "Pra Variar" em 1951. Nos anos 50 sua carreira de compositor deslanchou, e teve músicas gravadas por Dick Farney ("Grande Verdade"), Os Cariocas ("Não Vou pra Brasília"), Doris Monteiro ("Mocinho Bonito"), entre outros. Em 1954 acontece o lançamento da "Sinfonia do Rio de Janeiro", em parceria Tom Jobim, com quem havia composto "Tereza da Praia", primeiro sucesso da dupla, gravado pelos "rivais" Lúcio Alves e Dick Farney.
A "Sinfonia" contou com arranjos de Radamés Gnattali e participação de Elizeth Cardoso, Emilinha Borba, Dick Farney, Doris Monteiro, Os Cariocas, Nora Ney, Jorge Goulart e outros.
Em 1960 houve uma regravação, com outro elenco e arranjos do mesmo Radamés. Outros grandes sucessos foram "Pistom de Gafieira" e "Viva Meu Samba", gravados por Silvio Caldas; "Camelô", "Praça Mauá" e "Estatutos da Gafieira", por Dolores Duran; "Samba Triste" (com Baden Powell), por Lúcio Alves, "A Banca do Distinto", por Isaura Garcia.
Nos anos 60 participou de festivais e espetáculos, em que começou a aparecer em público, com seus sambas em estilo de crítica sócio-comportamental. Wilson Simonal, que gravaria seu "Lágrima Flor" do LP de estréia, foi o intérprete de "Rio dos Meus Amores" no I Festival de Música Brasileira, em 1965.
Três anos depois, obteve o 4º lugar da I Bienal do Samba com "Canto Chorado", defendida por Jair Rodrigues.
Desde então passou a se apresentar com freqüência em espetáculos, shows e casas noturnas. Em 1993 lançou pela Warner o CD "Guajará: Suíte do Arco-íris", fruto do trabalho feito nos anos 70.
Buscou dar uma nova chance a Guajará que não fez o sucesso e nem teve a repercussão que merecia na época.
Em 2003 Billy ganhou releitura de suas canções mais conhecidas em A Bossa de Billy Blanco, reunindo cantores-admiradores da extensa obra de um melodista de mão cheia. Produzido pelo filho do compositor, o maestro Billy Blanco Jr., o CD (Biscoito Fino) contou com as participações de músicos como o pianista Leandro Braga (arranjador de Esperança Perdida, cantada por Ney Matogrosso) e cantores como Leila Pinheiro (em versão contida de A Banca do Distinto), Eramos Carlos (na curiosa versão de Mocinho Bonito) e Olivia Hime (Viva Meu Samba). Instrumentistas como o baterista Carlos Balla e o gaitista Maurício Einhorn também contribuiram para homenagear "o velho Billy".
Em 2009, Billy lança em Belém o DVD Billy Blanco um compositor, com varias de suas canções interpretadas por artistas locais, rendendo um show que emocionou o público.
Por ocasião do lançamento do DVD, Billy concedeu uma entrevista exclusiva a Radio Tabajará, no caso a Carlos Amorim (Cinetvnews) e Marcelo Souza (Vozes do Pará).
É essa entrevista que você confere na integra hoje, além das outras entrevista com grandes nomes da MPB sediada em Belém que você ouvirá nos próximos programas.