Mostrando postagens com marcador alexander witt. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador alexander witt. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de novembro de 2012

EDITORIAL- A VOLTA DE JAMES BOND EM 007 – OPERAÇÃO SKYFALL

007 - Operação Skyfall

Foi lançado nos cinemas o filme 007 – Operação Skyfall, comemorando os 50 anos da estreia do filme 007 contra O Satânico Dr. No. O filme é marcado por um grande intervalo entre esta produção (2012) e a anterior 007 – Quantum of Solace (2008), fruto de uma crise financeira envolvendo o estúdio MGM. 


James Bond/007 (Daniel Craig)

A trama trás uma historia que não é uma continuação do filme anterior. Mostra uma missão mal sucedida por parte de 007 e outros agentes do MI6 que resulta num fato que vem prejudicar toda a organização e na sequencia toda a confiança que 007 tinha em M é colocada a prova quando ações do seu passado se voltam contra ela. 



Vou de imediato esclarecer: para mim, este filme é o melhor dos filmes realizados nesta nova fase que vai de Pierce Brosnan até Daniel Craig. O roteiro que é muito bom pega elementos de vários outros filmes: 007 – O Mundo não é Bastante, 007 contra Goldeneye e 007 – Permissão Para Matar. Neste filme temos um 007 vulnerável, com problemas de bebida e viciado em remédios, uma ameaça que vem do passado dos agentes com um James Bond passional e vingativo numa missão que assume um caráter pessoal, sem esquecer uma arma com um toque bem pessoal. 

Eve (Naomi Harris) e Bond

O roteiro escrito por Neal Purvis, Robert Wade (veteranos da cine-serie) e John Logan (todos por sinal, fãs confessos do agente), buscam aproximar o Bond dos filmes com o Bond dos livros, numa atitude muito boa, dosando cenas de ação com cenas que mostram bem que são os personagens e suas reais motivações. Antes muitos reclamariam que busca se exagerar na psicologia dos personagens, mas hoje o público quer e deve conhecer as reais motivações dos personagens do filme. 

Q (Ben Wishaw) e Bond


O filme avança para o futuro com os elementos do passado: M, Moneypenny e Q. Dois momentos do roteiro são inesquecíveis: o discurso de M na comissão do governo britânico, quando fala de coragem e de superação das dificuldades; a ida de Bond a sua casa na Escócia, encontrando lá um antigo caseiro chamado Kincaid (o veterano Albert Finney), onde conhecemos mais da personalidade do agente. 

Bond e Silva (Javier Bardem)

O que se deve falar sobre o elenco? Javier Bardem (Silva) é um dos melhores vilões e mostra bem que veio para deixar sua marca na cine-serie. Silva rouba todas as cenas que aparece e mostra ao mesmo tempo uma sensibilidade cativante. Sua primeira conversa com M é emocionante e seu primeiro encontro com Bond é divertidíssimo e mortal, mostrando que quando temos bom roteiro e ótimos atores, certamente ser verá um grande filme. 

M (Judi Dench)

Daniel Craig (007) mostra mais uma vez que todos que o criticaram no seu primeiro filme estavam errados. Temos um 007 mortal, passional, rebelde e decidido a cumprir sua missão. A maravilhosa Judi Dench (M) mais uma vez é um show a parte, com um equilíbrio perfeito entre emoção, arrogância e determinação, mostrando porque a atriz é uma das melhores de sua geração. 

M e Bond

O elenco de apoio merece destaque: Ralph Fiennes (Malory) antipático e ativo, sendo um trunfo no filme, as Bond-Girls Naomi Harris (Eve) com uma personagem carismática e inteligente; a belíssima Severine (Berenice Marlohe) que torço, torne-se uma estrela internacional. 

Mallory (Ralph Fiennes)

Sam Mendes em seu primeiro filme de ação mostra que tem competência para administrar uma complexa e caríssima produção, pois tem uma visão bem definida do que é o filme e o que ele, em quanto diretor, tem que fazer, abrindo espaço para os demais membros da equipe brilharem. Mendes é um diretor de elenco/atores e isso fica bem evidente nas cenas com os personagens, inclusive abrindo espaço para o elenco de apoio. 

Severine (Berenice Marlohe)

Maior exemplo desta característica de Mendes são as cenas com as Bond-Girls: Severine que se mostra assustada e ambígua, insinuando mais que falando e Eve uma agente inexperiente que comete muitos erros, de uma inteligência e carisma assustadores. 

Bond no Cassino em Macau

A equipe técnica merece destaque. O veterano Dennis Gassner com seu suntuoso e belíssimo cassino flutuante em Macau e sua nova sede do MI6, que mistura um antigo bunker da segunda guerra com instalações avançadíssimas é impressionante. Não temos mais os super-esconderijos ou grandes armas, mas o que se vê na tela é, repito, sensacional. 

A bela fotografia

O veterano e premiado Roger Deakins merece, também, destaque com suas imagens da costa de Istambul, suas montanhas (highlands) e campos da Escócia. Torço para que Gassner e Deakins sejam indicados a premiações. A trilha-sonora de Thomas Newman é muito boa, mas infelizmente não consegue superar ou mesmo igualar o Mestre John Barry e o excelente David Arnold. É uma trilha instrumental padrão, não se utiliza de jazz, salvo quando executa o The James Bond Theme e só. Fica difícil falar de um trabalho de Bond quando se tem Barry e Arnold para comparar. É boa. 

As cenas de ação

Merece destaque o excelente Alexander Witt (diretor de segunda-unidade) responsável pelas cenas de ação, que, simplesmente, criou as melhores cenas de ação da cine-serie. Todas as cenas de ação são empolgantes, criativas e com uma energia maravilhosa. Torço que Dan Bradley (diretor de segunda-unidade de 007 – Quantum of Solace) volte e supere este trabalho, brindando o público com algo ainda melhor e elevando ainda mais, o nível da ação presente nos filmes. 
A volta de James Bond ao cinema não poderia ter sido melhor.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS DIRETORES

James Bond - 007

Muitos foram os diretores da cine-serie ao longo de seus 50 anos e alguns merecerem destaque por terem deixado sua marca. 

Terence Young

Terence Young dirigiu os primeiros filmes (O Satânico Dr. No e Moscou contra 007) e criou as referencias que até hoje estão nos filmes. Uma aventura com toques de violência, sensualidade e tensão. Young foi o diretor que moldou Sean Connery com charme e elegância presentes nos primeiros filmes. 

Guy Hamilton, Roger Moore, Albert Broccoli e Harry Saltzman

Guy Hamilton foi o diretor dos filmes de sucesso da série (007 contra Goldfinger ; 007 – Os Diamantes São Eternos). Guy ampliou as bases criadas por Terence e as elevou. Os personagens estão num universo muito maior. 

Lewis Gilbert

Lewis Gilbert foi o diretor dos filmes mais caros e ambiciosos (Com 007 Só Se Vive Duas Vezes; 007 contra O Foguete da Morte). Lewis dirigiu filmes grandiosos da serie. Além dos atores, técnicos, existem cenários grandiosos, equipes de grandes efeitos especiais, locações complexas e distantes: Japão, Brasil, Egito, Italia. Lewis dirigiu as cenas filmadas no Brasil no Rio de Janeiro e Mato Grosso. 

John Glen

John Glen foi o diretor que mais dirigiu filmes. Glen conhecia profundamente a estrutura da serie, tendo sido montador/editor e diretor de segunda-unidade, responsável pelas sequencias de ação. Logicamente, sua característica é filmar sequencias de ação precisas e bem coreografadas. Seus personagens são bem definidos: quem é vilão é vilão, quem é mocinho é mocinho. Glen abriu espaço para interpretações, como visto nos filmes de Timothy Dalton, com um Bond diferente do Bond de Roger Moore. 

Martin Campbell

Martin Campbell foi diretor das estreias de Pierce Brosnan (007 contra Goldeneye) e Daniel Craig (007 – Cassino Royale). Sabe dosar boas interpretações com boas sequencias de ação, tudo isso com bom roteiro e lidando com efeitos especiais. É sempre garantia de bons espetáculos e diversão. 

Michael Apted

Michael Apted dirigiu um único filme de Pierce Brosnan. Apted ficou famoso por ser um diretor de elencos com personagens bem desenvolvidos. Isso esta presente no filme que dirigiu (007 – O Mundo Não è o Bastante), onde temos um Bond com personalidade bem definida. Aqui Bond tem que escolher entre sua missão e a mulher que ama. Judi Dench tem grandes momentos com sua M sempre decidia que com pulso firme e coragem comanda uma agencia de espionagem. O filme que melhor mostrou os personagens da Era Brosnan. 

Marc Foster, Lee Tamahori, Roger Spottiswoode e Sam Mendes

Tivemos ainda, na direção: Marc Foster, Lee Tamahori, Peter Hunt, Roger Spottiswoode e Sam Mendes que dirige 007 - Operação Skyfalll. 

007 em ação

A cine-serie de James Bond é famosa por muitos motivos, mas sem a menor sombra de duvidas é famosa por suas sequencias de ação. Muitas das sequencias de ação dos filmes de James Bond já entraram para a história do cinema. 

Peter Hunt e Terence Young

Os primeiros filmes de 007 contaram com dois nomes que dirigiram e coordenaram as sequencias de ação: Peter Hunt (Diretor de Segunda-Unidade) e John Glen (editor/montador). A dupla foi a responsável pela primeira cena de luta coreografada na historia do cinema entre James Bond e Red Grant em Moscou contra 007; a inesquecível luta entre Bond e vários espiões no quarto da dançarina Bonita em 007 contra Goldfinger; o inesquecível ataque à base secreta da Spectre em Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. 

John Glen

Em 1969 Peter Hunt dirigiu 007 – A Serviço Secreto de sua Majestade e John Glen torna-se diretor de segunda-unidade. O filme tem algumas das melhores sequencias de ação do cinema, mostrando o que a dupla pretendia. Glen permaneceria nesta função até 007 contra o Foguete da Morte. John Glen em 1981 passa a dirigir os filmes da serie, mostrando três características bem fortes: ação ininterrupta; cenas de esqui (tanto na água quanto no gelo) e muitos pássaros em cena. Permanece na função de diretor até 007 – Permissão Para Matar (1989). 

Vic Armstrong

O filme 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997) marca a estreia na direção de segunda-unidade de Vic Armstrong. Vic famoso dublê e diretor de segunda-unidade, dirigi as três sequencias iniciais dos três últimos filmes estrelados por Pierce Brosnan: a explosiva sequencia inicial de 007 – O Amanhã Nunca Morre; a sequencia inicial filmada em Barcelona e no Rio Tamisa em 007 – O Mundo Não É o Bastante e a mais longa sequencia de abertura da cine-série em 007 – Um Novo dia para Morrer (2002) e sua batalha de hovercrafts. 

Alexander Witt

Nos dois filmes estrelados por Daniel Craig tivemos dois diretores diferentes. A direção de segunda –unidade ficou com o competente e experiente Alexander Witt em 007 – Casino Royale (2006) e que retornou em 007 – Operação Skyfall. Ele foi o responsável pela perseguição em free running e a sequencia final em Veneza. 

Dan Bradley

Em 007 – Quantum of Solace a direção de segunda-unidade ficou a cargo do excelente Dan Bradley. Bradley dirigiu as melhores sequencias de ação da cine-serie dos filmes que assisti até este momento. O que se falar da sequencia de perseguição e luta na Italia; a luta de Bond no hotel no Haiti e a sequencia explosiva final na Bolivia: excelente. Bradley, sem a menor sombra de duvidas, deixou sua marca na cine-serie e torço para que ele volte.