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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS DIRETORES

James Bond - 007

Muitos foram os diretores da cine-serie ao longo de seus 50 anos e alguns merecerem destaque por terem deixado sua marca. 

Terence Young

Terence Young dirigiu os primeiros filmes (O Satânico Dr. No e Moscou contra 007) e criou as referencias que até hoje estão nos filmes. Uma aventura com toques de violência, sensualidade e tensão. Young foi o diretor que moldou Sean Connery com charme e elegância presentes nos primeiros filmes. 

Guy Hamilton, Roger Moore, Albert Broccoli e Harry Saltzman

Guy Hamilton foi o diretor dos filmes de sucesso da série (007 contra Goldfinger ; 007 – Os Diamantes São Eternos). Guy ampliou as bases criadas por Terence e as elevou. Os personagens estão num universo muito maior. 

Lewis Gilbert

Lewis Gilbert foi o diretor dos filmes mais caros e ambiciosos (Com 007 Só Se Vive Duas Vezes; 007 contra O Foguete da Morte). Lewis dirigiu filmes grandiosos da serie. Além dos atores, técnicos, existem cenários grandiosos, equipes de grandes efeitos especiais, locações complexas e distantes: Japão, Brasil, Egito, Italia. Lewis dirigiu as cenas filmadas no Brasil no Rio de Janeiro e Mato Grosso. 

John Glen

John Glen foi o diretor que mais dirigiu filmes. Glen conhecia profundamente a estrutura da serie, tendo sido montador/editor e diretor de segunda-unidade, responsável pelas sequencias de ação. Logicamente, sua característica é filmar sequencias de ação precisas e bem coreografadas. Seus personagens são bem definidos: quem é vilão é vilão, quem é mocinho é mocinho. Glen abriu espaço para interpretações, como visto nos filmes de Timothy Dalton, com um Bond diferente do Bond de Roger Moore. 

Martin Campbell

Martin Campbell foi diretor das estreias de Pierce Brosnan (007 contra Goldeneye) e Daniel Craig (007 – Cassino Royale). Sabe dosar boas interpretações com boas sequencias de ação, tudo isso com bom roteiro e lidando com efeitos especiais. É sempre garantia de bons espetáculos e diversão. 

Michael Apted

Michael Apted dirigiu um único filme de Pierce Brosnan. Apted ficou famoso por ser um diretor de elencos com personagens bem desenvolvidos. Isso esta presente no filme que dirigiu (007 – O Mundo Não è o Bastante), onde temos um Bond com personalidade bem definida. Aqui Bond tem que escolher entre sua missão e a mulher que ama. Judi Dench tem grandes momentos com sua M sempre decidia que com pulso firme e coragem comanda uma agencia de espionagem. O filme que melhor mostrou os personagens da Era Brosnan. 

Marc Foster, Lee Tamahori, Roger Spottiswoode e Sam Mendes

Tivemos ainda, na direção: Marc Foster, Lee Tamahori, Peter Hunt, Roger Spottiswoode e Sam Mendes que dirige 007 - Operação Skyfalll. 

007 em ação

A cine-serie de James Bond é famosa por muitos motivos, mas sem a menor sombra de duvidas é famosa por suas sequencias de ação. Muitas das sequencias de ação dos filmes de James Bond já entraram para a história do cinema. 

Peter Hunt e Terence Young

Os primeiros filmes de 007 contaram com dois nomes que dirigiram e coordenaram as sequencias de ação: Peter Hunt (Diretor de Segunda-Unidade) e John Glen (editor/montador). A dupla foi a responsável pela primeira cena de luta coreografada na historia do cinema entre James Bond e Red Grant em Moscou contra 007; a inesquecível luta entre Bond e vários espiões no quarto da dançarina Bonita em 007 contra Goldfinger; o inesquecível ataque à base secreta da Spectre em Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. 

John Glen

Em 1969 Peter Hunt dirigiu 007 – A Serviço Secreto de sua Majestade e John Glen torna-se diretor de segunda-unidade. O filme tem algumas das melhores sequencias de ação do cinema, mostrando o que a dupla pretendia. Glen permaneceria nesta função até 007 contra o Foguete da Morte. John Glen em 1981 passa a dirigir os filmes da serie, mostrando três características bem fortes: ação ininterrupta; cenas de esqui (tanto na água quanto no gelo) e muitos pássaros em cena. Permanece na função de diretor até 007 – Permissão Para Matar (1989). 

Vic Armstrong

O filme 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997) marca a estreia na direção de segunda-unidade de Vic Armstrong. Vic famoso dublê e diretor de segunda-unidade, dirigi as três sequencias iniciais dos três últimos filmes estrelados por Pierce Brosnan: a explosiva sequencia inicial de 007 – O Amanhã Nunca Morre; a sequencia inicial filmada em Barcelona e no Rio Tamisa em 007 – O Mundo Não É o Bastante e a mais longa sequencia de abertura da cine-série em 007 – Um Novo dia para Morrer (2002) e sua batalha de hovercrafts. 

Alexander Witt

Nos dois filmes estrelados por Daniel Craig tivemos dois diretores diferentes. A direção de segunda –unidade ficou com o competente e experiente Alexander Witt em 007 – Casino Royale (2006) e que retornou em 007 – Operação Skyfall. Ele foi o responsável pela perseguição em free running e a sequencia final em Veneza. 

Dan Bradley

Em 007 – Quantum of Solace a direção de segunda-unidade ficou a cargo do excelente Dan Bradley. Bradley dirigiu as melhores sequencias de ação da cine-serie dos filmes que assisti até este momento. O que se falar da sequencia de perseguição e luta na Italia; a luta de Bond no hotel no Haiti e a sequencia explosiva final na Bolivia: excelente. Bradley, sem a menor sombra de duvidas, deixou sua marca na cine-serie e torço para que ele volte.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

MORRE O DIRETOR TONY SCOTT

Tony Scott

Diretor e produtor, Tony Scott morreu no último domingo, dia 19 de agosto, aos 68 anos. Segundo a imprensa americana, testemunhas viram Scott pular da ponte Vincent Thomas, em San Pedro. O corpo foi encontrado mais tarde e retirado da água pela guarda costeira. A polícia de Los Angeles, que investiga o caso, teria encontrado em seu carro uma lista de pessoas a serem contatadas e em seu escritório um bilhete de despedida. O caso está sendo investigado como suicídio. 


Tony e Ridley Scott

Anthony Davis Scott nasceu no dia 21 de junho de 1944, na Inglaterra, filho de um militar. Ele era o irmão mais novo de Ridley Scott, diretor e produtor que ficou conhecido com os filmes Alien, o Oitavo Passageiro e Blade Runner. Em função da carreira do pai, a família Scott costumava mudar-se com frequência. Influenciados pela mãe, apaixonada por cinema, os irmãos Scott começaram a investir em produção e direção de filmes de curta metragem em 16mm. 

Top Gun - Ases Indomáveis

Formado em Belas Artes, Tony iniciou sua vida profissional como pintor. Passados alguns anos e com problemas financeiros, ele acabou se unindo ao irmão que tinha montado sua própria agência de publicidade. Os dois começaram a produzir comerciais para a TV, o que deu aos Scotts estabilidade financeira para começar a investir em filmes. 

Um Tira da Pesada II

Tony construiu uma carreira em Hollywood como diretor e produtor, tendo sido responsável por filmes como Fome de Viver, Top Gun – Ases Indomáveis, Um Tira da Pesada II, Dias de Trovão, O Último Boy Scout, Amor à Queima Roupa, Maré Vermelha, entre outros. 

Maré Vermelha 

Sócio do irmão na produtora Scott Free Productions, Tony foi produtor das séries Numb3rs e The Good Wife, além das minisséries Os Pilares da Terra e sua sequência, World Without End (que estreia dia 4 de setembro no Canadá e 17 de outubro nos EUA), bem como Labyrith, que ainda está em fase de produção, e Coma, prevista para estrear no dia 3 de setembro, nos EUA. 

The Good Wife

A produtora dos irmãos Scott é uma das mais ativas, conseguindo se estabelecer com produções para o mercado americano e europeu. 

Tony, Donna e seus filhos Frank e Max

Tony foi casado três vezes. A primeira com a designer de produção Gerry Scott, entre 1967 e 1974; a segunda com Glynis Sanders, entre 1986 e 1987. Desde 1994 ele estava casado com a atriz Donna W. Scott, com quem teve dois filhos, os gêmeos Frank e Max Scott.

Numb3ers

Fernanda Furquim
http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/

terça-feira, 31 de agosto de 2010

FALECIMENTO DE ARY FERNANDES

Ary Fernandes

O criador das séries “O Vigilante Rodoviário” e “Águias de Fogo” faleceu esta manhã, em São Paulo, aos 79 anos.
Em 2001, Ary sofreu um derrame que deixou algumas sequelas, entre elas, problemas de fala, dificuldades para caminhar e de memória, que o afastaram do trabalho.
A partir de 2005, sua saúde começou a declinar, culminando em uma internação hospitalar no último sábado à noite. Sentindo fortes dores no estômago, Ary sofreu quatro paradas cardíacas antes de falecer na manhã desse domingo. O velório será realizado a partir das 19h no Cemitério Municipal Chora Menino, em Santana, zona norte da capital paulista. O enterro será realizado na segunda, dia 30 de agosto, às 11h.
Ary Fernandes nasceu no dia 31 de março de 1931, iniciando sua carreira por volta do ano de 1949, na Rádio América, onde atuou como locutor e ator. Passou pelo teatro e pela televisão, estreando no cinema em 1952, como assistente de direção do filme “O Canto do Mar”, de Albert Cavalcante, produzido pelos estúdios Maristela. Ao longo da década, passou a atuar como gerente de produção e diretor de filmes e documentários.
Em 1958, criou a série “O Vigilante Rodoviário”, em parceria com Alfredo Palácios, já falecido. A série conseguiria ser produzida de forma independente, com o apoio da empresa Nestlé, tornando-se a primeira a ser filmada em película no Brasil. Exibida originalmente pela TV Tupi entre 1961 e 1962, a produção voltou à grade da TV brasileira em 2009, com sua estreia pelo Canal Brasil. No mesmo ano, os episódios da série foram lançados em DVD.
Em 1978, Fernandes tentou resgatar o personagem do Vigilante Carlos, com a produção do piloto de uma nova série, que não chegou a vingar. Um novo projeto surgiu em 1999, mas a nova versão não chegou a ser produzida. Em 2008, Carlos Miranda, intérprete do Vigilante, lançou um livro contando a história dos bastidores de produção da série.
Em 1967, Ary produziria sua segunda série, “Águias de Fogo”, que, embora não tenha conquistado o mesmo sucesso que a primeira, tornou-se um dos clássicos da televisão nacional. A produção também contou com a presença de Ary no elenco. Atualmente, a série está em exibição pelo Canal Brasil, com a expectativa de também ser lançada em DVD.


Ao longo dos anos 60 até a década de 90, Ary continuou com sua carreira de ator, dublador e diretor, mantendo a produtora Procitel -- Produções Cine Televisão Ltda., fundada em 1962. Entre seus trabalhos de dublagem estão “A Vida Moderna de Rocco”, a redublagem de “As Aventuras de Rin Tin Tin”, além de vários documentários. Ao todo, Ary esteve envolvido com a produção de 124 filmes.
Em 2006, foi lançada sua biografia, “Ary Fernandes, Sua Fascinante História”, escrita por Antônio Leão da Silva Neto, e lançada pela Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.
Em 1958, Ary casou-se com Ignez Peixoto Fernandes com quem teve dois filhos, Fernando e Vânia.

Fonte: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/page/2/