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terça-feira, 16 de outubro de 2012

MORRE WILTON FRANCO


Wilton Franco

Wilton Franco nasceu em Santo Antônio de Pádua no dia 25 de julho de 1930, foi um produtor, diretor e apresentador da televisão brasileira. Foi o diretor de Essa Gente Inocente e Os Trapalhões, que foram lançados na Rede Excelsior, Rede Record, Rede Tupi e mais tarde na Rede Globo de Televisão. Em verdade, o grupo humorístico que primeiro se chamaria Os Trapalhões, surgiu no programa Os Adoráveis Trapalhões, que foi ao ar pela primeira vez na TV Excelsior, em 1966, depois passando com o mesmo formato para outras emissoras de TV brasileiras. 

Wilton em O Povo na TV

Outro grande sucesso de Wilton Franco aconteceu no SBT, em 1982, com o polêmico O Povo na TV, programa ao vivo onde se mesclavam quadros de auditório (geralmente dramas de pessoas comuns) e reportagens sensacionalistas. Wilton Franco era o apresentador principal, enquanto outros artistas da casa como Wagner Montes e Sérgio Mallandro apareciam como co-apresentadores. o Povo na TV era exibido ao vivo, direto do antigo teatro Silvio Santos (também antigo Cine Sol), para todo o Brasil, pela TVS, de 1981 até 1986, antiga rede de emissoras de Silvio Santos, atual SBT em 1987. 

Wilton apresentando O Povo na TV

Wilton Franco foi também o apresentador de Balança Mas Não Cai, criação de Max Nunes e Paulo Gracindo, que nos anos 1950 fez muito sucesso na Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Tratava-se de um edifício, de apelido Balança, Mas Não Cai", onde moravam todos os astros do rádio brasileiro, como dizia Wilton, em sua apresentação. Em verdade, muitos comediantes da época ali atuavam. Ele apresentava cada esquete, como se fosse um fato ocorrido em um dos apartamentos do prédio. 



Wilton Franco trabalhou na TV Record no início da década de 1970, onde dirigiu Os Insociáveis (programa dos Trapalhões, que ainda não tinham adotado o nome pelo qual se tornariam mais conhecidos). Na TV Tupi, dirigiu Hoje é Sábado e Moacyr Franco Show; na TV Excelsior Enshowclopédia, além de Adoráveis Trapalhões. 
Wilton em Pequenos Brilhantes

De 1988 até 1992 dirigiu na Globo o humorístico Os Trapalhões, com vários quadros dirigidos ao público em geral e ao público infantil, como Quartel Trapalhão, Oficina dos Picaretas, O Filho do Computador, Trapa Hotel, Agência Trapa Tudo e Vila Vintém, entre muitos outros shows ao vivo, com a interação e participação da platéia com o quarteto, participações de vários atores da Globo, artistas de várias áreas, todo o grande elenco do humorístico, etc. Esses programas de Wilton Franco atingiam entre 50 e 60 pontos de audiência. Ele foi, por várias décadas, o maior nome da televisão brasileira. 

Wilton, Beto Carreiro e Dede Santana

Wilton durante o final dos anos 1990 e inicio dos anos 2000 foi consultor do parque Beto Carreiro World, onde prestava consultoria  artística, mesmo após a morte de Beto Carreiro os novos donos do parque continuaram com a consultoria de Wilton. 

Mike Nelson (Lloyd Bridges) em Aventura Submarina

Poucos devem se lembrar mas Wilton, também, foi dublador. No inicio dos anos 1960 ele foi a voz do ator Lloyd Bridges na série de grande sucesso Aventura Submarina (Sea Hunt). A serie falava de um mergulhador profissional, Mike Nelson, que nas profundezas do oceano vivia muitas aventuras. 

Wilton dublou Lloyd Bridges na série

Durante todas as quatro temporadas da serie (1958 a 1961), Lloyd foi dublado por Wilton no estúdio ZIV no Rio de Janeiro. A série foi uma das primeiras a serem dubladas no Brasil. 

Wilton em foto recente

Afastado da televisão e morando no sul do país, na cidade de Penha, Santa Catarina, vindo a falecer em 12 de outubro de 2012 aos 82 anos de idade, vitima de parada cardíaca.

Última aparição de Wilton na TV

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

MORRE JOE SIMON, CO-CRIADOR DO CAPITÃO AMERICA

Joe Simon

Joe Simon, cocriador do Capitão América, morreu ontem (dia 15 de dezembro), aos 98 anos. A notícia foi dada pelo filho do artista, via Facebook. Apesar do Sentinela da Liberdade ser seu personagem mais famoso, ele criou vários outros durante a Era de Ouro dos quadrinhos norte-americanos, além de escrever e desenhar séries de romance.


Joe Simon - My Life in Comics

Joe Simon nasceu em 1913 em Rochester, Nova York e começou a trabalhar como artista ainda adolescente, desenhando para jornais locais.

Capitão América n°: 01

Logo entrou para a indústria de quadrinhos, e fez uma parceria de longa data com outra lenda dos quadrinhos, Jack Kirby. Os dois criaram juntos muitos personagens e histórias, sendo o mais famoso deles o Capitão América, em 1941. Na estreia do herói, na então editora Timely Comics (futura Atlas e depois Marvel) a capa da revista mostrava o herói acertando um soco em Hitler, um ano antes de os Estados Unidos entrarem na Segunda Guerra Mundial.
Como muitos criadores de sua geração, Joe Simon serviu durante o conflito, se alistando na Guarda Costeira dos Estados Unidos.


Quando Simon se tornou editor-chefe, foi o responsável por contratar Stan Lee, que viria a ser um dos principais criadores do Universo Marvel moderno na década de 1960, ao lado de Kirby.



Ele também chegou a trabalhar para a editora National, que mais tarde viria a ser a DC Comics, fazendo histórias para a The Sandman, The Newsboy Legion e Boy Commandos. Para a Fawcett Comics, fez histórias para o Capitão Marvel, antes que este fosse adquirido pela DC.


Alarmin Tales com Mort Meskin

Também foi de Joe Simon, mais uma vez ao lado de seu sempre colaborador Jack Kirby, a criação de Fighting American, um dos primeiros personagens autoriais (cujos direitos pertenciam aos autores, e não à editora) da indústria de quadrinhos dos Estados Unidos. Hoje, essa prática é amplamente difundida, tendo sido um dos principais ideais por trás da criação da Image Comics, por exemplo.
O criador deixou de trabalhar com quadrinhos durante a década de 1950, quando a indústria passou por problemas. Desde então, fez apenas trabalhos esporádicos.


Daring Comics n°: 07

Desde a década de 1960, Joe Simon vinha travando uma luta pessoal para tentar reaver os direitos autorais do Capitão América. Um acordo chegou a ser feito em 1969, mas novas tentativas foram feitas nos anos seguintes, sem sucesso.
Em 1999, ele entrou para o Hall da Fama do prêmio Eisner Award.

Samir Naliato

Fonte: http://www.universohq.com/quadrinhos/2011/n16122011_09.cfm