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sábado, 16 de junho de 2012

EDITORIAL- O QUE CONTINUA ACONTECENDO AQUI EM BELÉM?



Eu sempre fui fã de series de TV, historias em quadrinhos, series japonesas e cinema. Sempre. Ninguém na minha rua gostava, me fazendo acreditar que eu era o único que gostava de tais assuntos. Algo que me chamava a atenção era falta de programas voltados para a chamada “Cultura Pop”. 
Nos anos 1980 isso mudou quando descobri a existência do fanzine ...E No Próximo Episódio..., pioneiro na divulgação das series de TV. Depois surgiu o programa de radio Lanterna Mágica que falava de cinema e, de vez em quando, falava de cultura pop. 




Tudo isso mudou nos anos 1990 com a criação da Estação Genesis, grupo pioneiro na realização de eventos aqui em Belém. Foi nesta época que descobri que existiam outras pessoas que, também, gostavam dos mesmos assuntos que eu. Todos os eventos foram realizados com lotação esgotada, com destaque para o Evento Pokemon, onde o Salão Carajás do Hotel Hilton ficou lotado, inclusive, sendo utilizada a área frontal do salão para várias atividades. Havia apoio de patrocinadores nestes eventos? 




Que eu me lembre somente nas convenções que estiveram presentes Sergio Figueiredo e Cristina Nastasi houve apoio de patrocinadores. Por que estou contando novamente esta historia do passado? Porque foi realizado um evento internacional de historias em quadrinhos, praticamente, sem nenhum apoio. 


O único apoio que observei foi da Livraria Saraiva que cedeu o auditório e estrutura. 
Nada mais. O que continua acontecendo em Belém? O que já vem acontecendo há muito tempo: falta de apoio, de interesse e de vontade das empresas. Temos aqui em Belém grandes empresas que poderiam e deveriam apoiar um evento deste porte, mas que não o fazem. 




Um outro fato curioso, foi que ninguém da chamada “mídia real”, leia-se jornais, radio e televisão cobriu o evento. Claro que houve matérias divulgando o evento nos jornais, entrevistas em TVs locais e rádios, também, antecedendo o evento, mas cobertura diária, entrevistas com os participantes, somente um veículo o fez: O Programa CineTVNews. Os maiores culpados para isto continue acontecendo e, mais uma vez digo isso, são: os fãs. 



Nós não nos fazemos sentir junto as grandes empresas e grupos de comunicação para que eles saibam que existimos e que existe um grande mercado consumidor. Outro fato curioso, foi a presença mássiça de fãs que super-lotaram o auditório, mas não vimos na mídia sinal destes fãs reclamando, elogiando ou questionando a ausência de empresas e da “mídia real”. O fã paraense tem que deixar sua passividade de lado e tornar-se mais ativo, questionando, reclamando, apoiando e mostrando que ele existe. 




Durante todo o evento os participantes foram unanimes em afirmar que conseguiram projeção em suas carreiras por que deixaram de ser passivos e mostraram seus trabalhos, “correndo atrás” de seus objetivos. Façamos o mesmo, deixemos de lado esta passividade para que possamos mudar o que esta acontecendo aqui em Belém.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

EDITORIAL- OS FÃS DE HARRY POTTER E O FANATISMO DA TV


Falar sobre fãs é uma tarefa bem facil, até porque eu, também sou um fã.
Logico, que eu sempre procurei equilibrar as obrigações que minha vida pessoal me impõem com apreciar as coisas que eu gosto.
Para mim é muito facil.
Não vou negar que existem pessoas que perdem o controle de sua condição de fãs e começam a colocar sua vontade de fã acima de sua vida pesoal.


Exageros e demencias existem em todos os meios e profissões.
Claro que existem medicos, advogados, servidores publicos e muitas pessoas que trocam suas vidas pessoais por uma vida excessiva de trabalho e mais trabalho, beirando a obssessão e com evidentes sinais de doença.
Eu não vou fazer igual a certos programas tendenciosos, os quais procuram igualar os fãs com pessoas doentes.


Não é a primeira vez que isso acontece.
Há alguns anos atras uma rede de televisão afirmou que ser fã de Jornada nas Estrelas/Star Trek é igual a ser um viciado e que ficar sem assistir aos episodios dá crise de abstinencia.
Recentemente, uma outra rede de televisão apresentou num dos seus programas materias realizadas com fãs.



É logico, que em nome da audiencia e da polemica, o objetivo não foi mostrar o fã que trabalha, paga suas contas, é prestativo e coisas assim.
O objetivo do programa foi plenamente alcançado. Mostrar o fã como alguem doente (mental principalmente), que comete as maiores locuras em nome de um fanatismo desvairado e sem limites.



Este recente programa, foi totalmente tendencioso, pois chegou a comparar o fã comum a um fã da cantora Cher que gastou muito dinheiro em cirurgias plasticas para ficar com o rosto igual ao dela. Isso tudo, devidamente explicada por uma psicologa, que estava numa praça arborizada, falando que tais coisas são fruto de: “solidão, querer viver a vida do pesonagem em troca da sua vida sem emoção”, ou seja, nada novo foi dito.


Neste recente programa, foram mostrados fãs de cultura japonesa, Harry Potter, video games e muitos outros, chegando-se ao absurdo de insinuar que haviam pessoas que estimulavam este “fanatismo” para lucrarem com isso, dentre estas os dubladores.
O por que deste comentrio sobre fãs e fanatismo? Por que ha duas semanas estive na pré-estreia do ultimo filme da cine-serie do bruxo Harry Potter.
O evento foi uma grande festa com direito a fãs, brincadeiras e muitas, mas muitas pessoas.


Não vi nenhum dos excessos mostrados em ambos os programas, muito pelo contrario, vi alegria, diversão e e entretenimento.
Ocorreram ao longo do dia, muitas atividades para os fãs que foram a pré-estreia, tudo organizado pelo fã-clube local.
Dentre elas, os concursos de cosplays (fãs fantasiados de seus personagens preferidos), algo bastante comum neste tipo de evento.


O clima era contagiante e não foi dificil voce entrar na brincadeira.
O melhor de tudo, durante o periodo que estive no local, não avistei nenhuma confusão, briga ou algo mais serio que necesita-se da intervenção de seguranças do shopping, local onde foi realizada a pré-estreia.
Confesso que duas coisas me marcaram: a impressionante quantidade de fãs que compareceram e olhar de surpresa do publico que estava assistindo outros filmes, diante da popularidade do bruxo.


É importante que saibamos diferencia o que real do que não é, pois acima de tudo devemos viver nossas vidas com responsabilidade, para que alcancemos o objetivo em sermos pessoas melhores e não ficarmos expostos em programas irresponsaveis e tendenciosos.

domingo, 1 de maio de 2011

EDITORIAL - ESTREOU UM FILME DE SUPER-HEROI: THOR

Thor


Nesta sexta-feira estreou em Belém o filme Thor.
O filme é mais uma adaptação de um famoso personagem das historias em quadrinhos que ganha vida nas tela do cinema, numa grande produção.
De fato, este filme, pode ser chamado de super-produção, pois conta em seu elenco com nomes de astros vencedores do Oscar: Anthony Hopkins (O Silencio dos Inocentes) e Natalie Portman (Cisne Negro). A direção ficou a cargo do respeitado diretor e ator Kenneth Branagh (Henrique V e a cine-serie Harry Potter).
Não vou falar neste espaço se o filme é bom ou ruim, até porque no momento em que escrevi este editorial ainda, não assisti ao filme.


Thor, Odin e Loki



Thor (Chris Hemsworth)





Thor



Vou falar, na minha condição de fã de historias em quadrinhos e cinema, sobre as minhas expectativas para o filme.
Inicialmente, vou esclarecer que existem dois tipos de adaptações: as que são livres, tendo por base apenas a origem do personagem (exemplo Homem-Aranha e X-Men) e as fieis as historias (Batman e Homem de Ferro).
Baseado no que assisti nos traillers, esta será uma adaptação mais fiel as historias do personagem, tendo por base o chamado Universo Ultimate ou Novo Millenium, especificamente, as historias da serie Os Supremos (The Ultimates).


O Destruidor





Sif (Jaime Alexander)


Assisti que o filme usará, também, vários elementos das historias tradicionais do Thor ao longo dos anos: Asgard e os deuses nórdicos, O Destruidor (conhecido inimgo), Os gigantes de gelo, mitologia nórdica, inimizade com Loki e sua paixão proibida pela mortal Jane Foster (antes enfermeira e agora, cientista).
Uma das certezas que tenhos, graças aos traillers, é que o Thor no filme não será Donald Blake, sua identidade na Terra e nas historias tradicionais, ficando bastante parecido, repito, com as historias da linha Ultimate e com o recente desenho dos Vingadores.


Asgard




A sala do trono e corte dos deuses


Isso é fruto da visão que os super-herois tem na atualidade, onde não mais há a necessidade de se esconder dos inimigos por baixo de uma identidade secreta.
Kenneth Branagh já provou há muito tempo ser um grande diretor, tendo os épicos como seus principais filmes. A pergunta que se faz é: conseguira Kenneth reproduzir uma trama que envolve epopéia cósmica, misticismo, drama familiar e aventura?
Assistindo aos traillers é evidente que existe um cuidado na produção, é de emocionar vermos o Reino de Asgard, Os deuses nórdicos, gigantes de gelo, O Destruidor, figurinos baseados no visual dos quadrinhos atuais. Para mim será o ponto alto da produção.


Jane Foster (Natalie Portman)




Odin (Anthony Hopkins)



O elenco apresentado nos traillers, na minha opinião, foi bem escolhido, pois temos um Odin majestoso e merecedor do titulo de “Pai de Todos”; um Thor jovem e valente, sendo crível que possa enfrentar os gigantes de gelo, o Destruidor, Loki e varias ameaças; uma adorável Jane Foster que certamente justificará um amor proibido.
Uma das certezas dos traillers é que o filme será um show de imagens com muitos efeitos especiais. É de impressionar as cenas de luta entre Thor e o Destruidor, sua luta contra os gigantes de gelo, principalmente, quando ele arremessa seu martelo e o clima majestoso de Asgard.
Volto a repetir, todas estas observações são baseadas nos traillers e imagens disponibilizadas, pois, até este momento não assisti ao filme para fazer minha avaliação.


Loki (Tom Hiddlestone)





Os Gigantes de Gelo



Baseado em alguns filmes que assisti, os quais estavam cheios de boas expectativas, mas que não me convenceram, muito pelo contrario, são bem fracos (Wolverine, Batman Beguins e Besouro Verde) e que tenho ficado bastante desconfiado sobre produções anunciadas como espetaculares, mas que na realidade são bem frustrantes.
Resta esperar para saber se estamos diante de um Batman O Cavaleiro das Trevas (a melhor adaptação moderna dos super-herois), ou de um Homem de Ferro 2 (adaptação muito boa, mas que não marca) ou de um novo Superman Returns (bem feito, mas descartável).
Vamos todos ao cinema e conferir o filme.

domingo, 10 de abril de 2011

EDITORIAL – O FIM DE LOST POR FERNANDA FURQUIM



Vou reproduzir trechos de um artigo escrito pela especialista em series de TV Fernanda Furquim sobre o final de Lost. Fernanda foi editora da Revista TV Series, uma das melhores publicações que falava sobre as series de TV.
Espero que gostem da opinião:




A série teve maior estabilidade pela Internet, veículo utilizado pelos produtores, canal e fãs para disseminar o conteúdo desenvolvido, trazendo novas informações sobre personagens e situações, bem como disponibilizando referências paralelas. A utilização de novas mídias teve início na década de 90, com séries como "Arquivo X", "Xena, a Princesa Guerreira" e "Buffy, a Caça-Vampiros", sendo que "Homicide: Life on the Street", foi a primeira série a ganhar uma webserie paralela, em 1997, a qual chegou a ter um episódio crossover com a produção da TV. Ao entrar no Século XXI, a Fox investiu pesado nas ações paralelas das novas mídias e ferramentas que surgiram na Internet, através da série "24 Horas", embora "Lost" tenha ganho na proporção.




A série explorou vários elementos pré-utlizados na TV, tendo como principais referências (generalizadas) a série inglesa "O Prisioneiro", passando pela sitcom "A Ilha dos Birutas", o drama de curta duração "The New People", criado por Rod Serling no final dos anos 60; utilizando elementos narrativos explorados por "Kung Fu" e "Viagem Fantástica/The Fantastic Journey", ambas dos anos 70; tendo como referência direta "Twin Peaks", chegando ao reality show mencionado no início da postagem.






Ao longo de sua produção, os roteiristas criaram uma centena de situações misteriosas, com o intuito de prolongar a trama, o mistério que envolvia a ilha e o interesse do público pela história. Uma série, para gerar lucro sem custo, precisa ter uma média de 100 episódios produzidos, o que equivale a cinco temporadas. Esses episódios são então oferecidos em pacote às reprises, de onde sai o lucro dos produtores e de atores que têm estabelecido em contrato percentagens na venda da série. "Lost" fechou sua produção com 121 episódios.




Seu principal trunfo é a narrativa não linear. Apresentar a mesma trama com os mesmos mistérios, em uma narrativa linear teria matado a série logo no início, provavelmente na terceira temporada, pois dificilmente os produtores conseguiriam manter o interesse de um grande público por tanto tempo, seguindo uma narrativa tradicional. Primeiro com flashbacks, depois com flashforward, encerrando com flashsideways, que no final revelaram ser flashforwards (o futuro dos personagens após a morte), a série manteve seu frescor por seis temporadas.




Era humanamente impossível oferecer respostas práticas a todas as dúvidas, grandes ou pequenas, levantadas ao longo da série. Mesmo porque, muitas delas podem ter sido incluídas apenas como signos interpretativos, sem intenção de uma explicação racional. Assim sendo, no último episódio, os roteiristas trocaram a história pelos personagens. Nunca tiveram, de fato, a intenção de oferecer respostas que pudessem contentar a maioria. Assim, os roteiristas e produtores optaram em responder algumas dúvidas acerca dos personagens (situações e relações), dando aos fãs, a quem eles sempre agradeceram pela companhia, uma despedida sentimental.




Mesmo no final, "Lost" apresentou referências com o último episódio de "Contratempos/Quantum Leap", outra série que, junto com "O Prisioneiro" e "Twin Peaks", deixou um ponto de interrogação na cabeça dos fãs: Sam Beckett (Scott Bakula) estava ou não no limbo?

Fernanda Furquim

fonte: http://veja.abril.com.br/blog/temporadas/

domingo, 20 de março de 2011

EDITORIAL – A TRILOGIA O SENHOR DOS ANEIS

O Senhor dos Aneis
Aproveitando um feriadão de carnaval, coloquei em dia varias series, filmes e quadrinhos que estavam atrasados e, principalmente, consegui um tempo para assistir, finalmente, a trilogia O Senhor dos Aneis do cineasta Peter Jackson.
É verdade, confesso que nunca havia assistido aos filmes, na verdade somente havia assistido a A Sociedade do Anel, primeira parte da trilogia.


Peter Jackson

As filmagens


Li as varias matérias na época dos lançamentos dos filmes e testemunhei como a cine-serie arregimentou muitos fãs.
Inicialmente, não posso deixar de mencionar que a trilogia é um trabalho de um fã apaixonado e que consumiu da vida de Peter Jackson vários anos, sendo que somente de filmagem foi quase um ano de meio, pois além dos oito meses iniciais, muitos atores tiveram que voltar aos sets para refilmagens de cenas.


Samwise e Frodo



Merry, Gimlin e Pippin


Ficar afastado de tudo te dá uma vantagem, quando você assiste aos filmes, você pode analisar todos com uma imparcialidade e assisti-los na ordem, dá uma sensação maravilhosa de estar assistindo a um seriado.
A parte técnica do filme é impressionante com uma caracterização cênica, com figurinos e adereços que beiram a obsessão e merecidamente ganhou um Oscar logo no primeiro filme.

Arwen e Aragorn



Gollum


Outra característica da trilogia foram os impressionantes e espetaculares efeitos visuais criação da Weta, empresa criada especificamente para fornecer a trilogia tanto a parte técnica, cênica e os efeitos especiais. Existe uma maravilhosa combinação de ação com atores que casam perfeitamente com os efeitos criados e que fazem parte da cena de forma harmoniosa e que não se sobrepõem a “cena real”, sem esquecer, é claro, o incrível Gollum que entrou para a historia do cinema. Alias, apuro técnico e efeitos especiais impressionantes são características do trabalho de Peter Jackson, como também foi visto em seu trabalho seguinte: a nova versão de King Kong.
Cada um dos três filmes conta uma historia especifica, mas que fazem parte de uma trama maior.

A Sociedade do Anel


A Socidade do Anel tem como historia a formação de uma sociedade (aliança) entre humanos, elfos, gnomos, hobbits para destruir o Um Anel que pertenceu a criatura mística Sauron e que, com isso, pode destruir a criatura. Este filme apresenta cada um dos personagens principais com seus dilemas e a certeza de uma jornada perigosa e incerta.


As Duas Torres

As Duas Torres, mostra que o mago Saruman, aliado de Sauron, pretende unir as duas torres, a dele e a de Sauron, conseguindo com isso um poder incalculável, para isso precisa destruir os humanos e recuperar o Um anel. Visando impedir os villoes a sociedade do anel se alia com humanos e varias entidades místicas, lançando a Terra-Media em guerra.

O Retorno do Rei


O Retorno do Rei conta a necessidade que o verdadeiro rei dos humanos retorne (ou se preferir assuma seu trono) e una os povos da terra-média, inclusive, as entidades místicas contra o inimigo comum e que esta em numero muito superior, numa decisiva e ultima batalha. Para mim, este terceiro é o melhor filme da trilogia e esta plenamente justificado ter recebido onze prêmios do Oscar, pois tem uma historia maravilhosa e cenas épicas monumentais.

Aragorn, Legolas e Gandalf


Legolas em ação


Os atores que participaram da trilogia entraram na verdade em uma aventura incerta e que os comprometeria com o projeto por quase um ano de filmagem, mas que, graças ao sucesso alavancou e consolidou muitas carreiras. Muitos já tinham uma carreira e jamais haviam sido astros, situação essa que mudou graças a trilogia. O maior exemplo foi Orlando Bloom (Legolas) que tornou-se famoso astro de ação em filmes de aventura como Os Piratas do Caribe e Troia. Outros atores já tinham uma carreira como Viggo Mortesen e Ian McKellan, os quais continuam atuando com mais projeção que antes.

Exercitos grandiosos





É incontestável que a trilogia deixou uma marca na historia do cinema, principalmente no que diz respeito a produção e a estética de filmes épicos, com seus figurinos e adereços e cenas espetaculares de batalhas com exercitos gigantescos. Todos os filmes épicos realizados após utilizam esta estética, exemplos: Troia, As Cronicas de Narnia, Alexandre.
Sem a menor sombra de duvidas que a trilogia O Senhor dos Aneis foi a obra da vida de Peter Jackson e entrou, merecidamente para a historia do cinema.
Que bom...

domingo, 13 de março de 2011

EDITORIAL – O OSCAR 2011 - OPINIÃO

Oscar 2011


No dia 27/02 ocorreu a premiação da Academia de Artes e Ciencias Cinematograficas, no Brasil conhecida como o Oscar.
O evento que é o mais famoso do cinema, visa premiar os melhores da industria cinematrografica norte-americana. Digo isso, porque, a premiação se destina aos cineastas da industria daquele pais e não busca premiar os cineastas de outro lugar.
Isso é perfeitamente normal, pois cada pais tem sua premiação, a qual, inclusive, visa incentivar a produção local.

James Franco e Anne Hathaway


Todo ano a premiação tem assumido uma característica peculiar e esse ano não foi diferente, característica essa oriunda dos possíveis vencedores.
Desde os meus comentários anteriores, quando da divulgação dos indicados e das premiações que antecederam o Oscar, você lerá em meus comentários feito anteriores a premiação que foram apontados três favoritos aos principais prêmios: A Rede Social, O Discurso do Rei e correndo por fora, Bravura Indomita.
Este ano, felizmente, graças a varias oportunidades, consegui assistir aos três filmes antes do evento, até para poder fazer alguns comentários e ter uma visão mais apurada do que se tratavam cada um deles.


Christian Bale, Natalie Portman, Melissa Leo e Colin Firth



Na minha opinião e, felizmente, isto já estava registrado antes do dia 27/02, o grande favorito era O Discurso do Rei que ganharia, como de fato ganhou, os principais prêmios da academia.
Também, afirmei que os prêmios de interpretação ficariam com os atores que vinham ganhando tais prêmios nas diversas premiações de outras entidades ocorridos anteriormente ao Oscar e assim se confirmou.
Afirmei que Toy Story 3 ganharia em melhor animação e que os principais premios técnicos seriam divididos entre A Origem e Alice no Pais das Maravilhas. Tudo isso se confirmou.

Melhor Diretor: Tom Hooper (O Discurso do Rei)



Essa situação não prova que eu seja um especialista genial em Oscar, mas que a premiação é bem previsível.
Não vou entrar no mérito de que este ou aquele filme deveria ganhar todos os prêmios, porque fizeram sucesso de público e critica. Infelizmente, não temos um Titanic nem tão pouco um O Senhor dos Aneis: O Retorno do Rei, que ganharam 11 premios.
Todos os três filmes são muito bons e merecem fazer sucesso e receberem vários prêmios.

Kirk Douglas e Melissa Leo



A cerimônia para mim foi uma das melhores que pude assistir, pois tanto James Franco quanto Anne Hathaway são bons atores e extremamente carismáticos. Um dos grandes momentos da dupla foi quando Anne apareceu vestida de homem e James de mulher num vertido vermelho.
O momento marcante do evento foi rever Kirk Douglas aos 94 anos entregar o premio de melhor atriz coadjuvante e reclamar publicamente nunca haver recebido nenhum premio.
A transmissão do evento para o Brasil merece um destaque a parte.

Rubens Ewald Filho


Na TV fechada a transmissão, graças a cobertura que o canal E! realiza todos os anos, merece elogios, pois transmite um pré-show com a chegada dos indicados no tapete vermelho, com entrevistas feitas com todos, contando, inclusive já há uns dois anos com tradução simultânea. Após a cerimônia o canal encerra com um pós-show onde os vencedores falam sobre o premio.
O canal TNT já vem exibindo a premiação há uns três anos consecutivos, exibindo um pré-show, com duração menor que o canal E!, com dois reportes um falando em espanhol e outra em português, diretamente do tapete vermelho. A transmissão neste ano foi apresentada por Chris Niklas e pelo conhecido critico de cinema Rubens Ewald Filho, com a tradução simultânea de Pierangela McCarthy.
Nada a criticar desta excelente transmissão, de ambos os canais que é muito boa, principalmente pelas mudanças e preocupação que o canal E! tem tido com o assinante brasileiro com uma melhora sentida ano após ano.
Minha única critica é com relação aos comentários de Rubens que tem se mostrado sisudo em algumas oportunidades e com alguns indicados.

Jose Wilker



Na TV aberta, novamente a cerimônia foi exibida pela Rede Globo com o comentários do ator Jose Wilker.
Sei que o Oscar não é uma final de campeonato brasileiro de futebol e nem tão pouco final de copa do mundo, sendo um evento para um público especifico, mas todo ano, a Globo desrespeita seu público, com uma transmissão cortada, já começando na metade da festa, que começou as 22:30 sendo inicia a transmissão do canal a partir das 00:15, com os lamentáveis e infelizes comentários de Wilker. Será que o jornal O Globo que faz parte das Organizações Roberto Marinho não tem critico de cinema?
Estas são as minhas opiniões, se você concorda ou discorda, entre em contato conosco.