quinta-feira, 25 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: A MUSICA, OS VILÕES E A TECNOLOGIA

James Bond - 007

Claro que ao falar sobre a trilha-sonora dos filmes do agente secreto 007, temos que citar um nome que durante muito tempo foi sinônimo do agente: John Barry. Barry foi o grande mestre da trilha-sonora dos filmes de James Bond. Infelizmente já é falecido e por ocasião de seu falecimento fizemos uma matéria sobre ele, mostrando sua carreira e seus vários trabalhos. 

John Barry


David Arnold

Atualmente quem tem sido o responsável pela trilha-sonora da cine-serie é o compositor David Arnold. David é um veterano compositor de trilhas-sonoras, autor de trilhas famosas: Stargate, Shaft (com Samuel L. Jackson) e Independence Day. 

Shaekn and Stirred

David foi o responsável pelo cd Shaken and Stirred, um projeto que buscou chamar novos interpretes para as canções dos filmes de James Bond com novos arranjos. O trabalho foi tão bem recebido que o próprio John Barry ligou para os produtores, pedindo a contratação de Arnold para a trilha-sonora. 

007 - O Amanhã Nunca Morre

Arnold atualizou o estilo das musicas, baseadas em jazz e as repaginou dando um toque moderno, Techno. A sua primeira trilha-sonora, 007 – O Amanhã Nunca Morre mostra bem sua proposta. Na faixa White Knight e Company Car temos todos os instrumentos que fazem parte do The James Bond Theme, numa clima de puro jazz, com trompetes e saxes. Na faixa Back Seat Driver temos toda essa sonoridade e uma batida Techno que torna a faixa bem atual, numa parceria de Arnold com o Grupo Propellerheads. Teve gente que detestou, eu achei maravilhoso. 

007 - O Mundo Não É o Bastante 

Seus trabalhos seguintes que merecem destaque foram as trilhas de 007 – O Mundo Não É o Bastante e 007 – Um Novo Dia para Morrer que reafirmaram a proposta de Arnold. Em O Mundo temos a eletrizante Come In 007, Your time is Up, novamente a sonoridade de jazz com Techno e a maravilhosa Welcone to Baku, combinando o tema central do filme com uma sonoridade árabe num dos mais belos temas da historia do cinema. 

007 - Um Novo Dia Para  Morrer

Em 007 – Um Novo Dia Para Morrer, Arnold mantém sua proposta. Destacamos duas faixas, as sensacionais Surf e Hovercrafts Chase. As demais trilas 007 – Casino Royale e 007 – Quantum of Solace dão continuidade a sua competência e seu amor pela série nas cinco trilhas que criou. Infelizmente a trilha do filme 007 – Operação Skyfall não terá sua assinatura, mas do compositor Thomas Newman, habitual colaborador do cineasta Sam Mendes. 

Bill Conti 


007 - Somente Para Seus Olhos

Merecem destaque: Bill Conti (Rocky – O Lutador e Karate Kid), autor da trilha de 007 – Somente Para Seus Olhos. Compôs uma trilha esperta e com bons temas, destacando o ótimo Runnaway, um tema de perseguição com uma sonoridade maravilhosa. 

George Martin


Com 007 Viva e Deixa Morrer 

George Martin, maestro que produziu os discos dos Beatles e autor da trilha de Com 007 Viva e Deixa Morrer, destacando o sensacional Bond Meets Solitaire. Outro destaque foi a participação do saudoso compositor Michael Kamen (Robin Hood e a cine-serie Marquina Mortifera) na trilha do filme 007 – Permissão Para Matar, com destaque para a faixa Pam, onde temos dois temas, um de ação e outro romântico mostrando toda a sensibilidade de Kamen. Ambos criaram bons temas e não fizeram feio. 

Michael Kamen


007 - Permissão Para Matar

Alguns dos fatores de maior empatia da série com o público, além do carisma e do charme de seu personagem principal, têm sido sem dúvida os mirabolantes vilões, os gadgets mortais e de alta tecnologia, as suas canções-tema e as suas maravilhosas bond-girls. 

Dr. No (Joseh Wiseman)


Goldfinger (Gert Fröbe)


Blofeld: Pleasance, Gray, Savallas, Sydow e Hollis

As mais variadas estrelas do cinema internacional já passaram pela pele dos terríveis inimigos de Bond, do pioneiro Dr. No interpretado por Joseph Wiseman; passando pelo vilão Goldfinger, interpretado por Gert Fröbe; Ernst Stavro Blofeld, o líder da organização criminosa SPECTRE vivido por Donald Pleasance, Telly Savallas, Charles Gray, John Hollis e Max von Sydow em filmes diferentes; Francisco Scaramanga, vivido por Christopher Lee, e Nick Nack, o anão vivido por Hervé Villechaize em 007 contra O Homem co a Pislota de Ouro; o capanga Jaws, interpretado pelo gigante Richard Kiel em 007 - O Espião Que Me Amava e 007 contra O Foguete da Morte; até o Kamal Khan de Louis Jourdan em 007 contra Octopussy, e o Renard de Robert Carlyle, principal vilão de 007 - O Mundo Não É o Bastante, sem esquecer o maléfico e traiçoeiro Le Chifre interpretado por Mads Mikkelsen em 007 - Casino Royale. 

Scaramanga (Christopher Lee)


Renard (Robert Carlyle)


Le Chifre (Mads Mikkelsen)

Bond também não seria o espião invencível que é se não fossem os brinquedos tecnológicos que o acompanham desde o início, e que por tantas vezes lhe salvaram a vida, todos produzidos no laboratório de pesquisas do MI-6 pelo irascível "Q", o gênio inventor da agência de espionagem, vivido por Desmond Llewelyn. 

Sean Connery e Desmond Llewelyn 


Desmond e Pierce Brosnan

Falecido num acidente de automóvel no fim de 1999, Llewelyn foi o ator que mais participou dos filmes de James Bond: esteve em todos, à exceção do pioneiro O Satânico Dr. No e de Com 007 Viva e Deixa Morrer (no qual e rapidamente mencionado). 

Aston Martin DB5


Little Nellie

Entre esses brinquedinhos tornaram-se famosos a Lotus Esprit, o carro esporte-submarino-lançador-de-mísseis de 007 - Espião Que Me Amava; o Aston Martin DB5 com chapa blindada à prova de balas que protegia o vidro traseiro de 007 contra Goldfinger; Little Nellie, o mini-helicóptero desmontável de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes, e até mesmo um brinquedinho não criado por "Q", mas pela NASA, o jipe lunar usado por Sean Connery em uma de suas fugas no filme 007 - Os Diamantes São Eternos.

Lotus Spirit


Jipe Lunar

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

EDITORIAL- ASSISTINDO AOS FILMES DE JAMES BOND/007

Cinemin Extra - 007 Especial de 1979

Eu sempre fui fã de cinema e sempre fui fã de filmes de ação e aventura e logicamente, sou um fã do agente secreto a serviço de sua majestade a Rainha James Bond, também conhecido como 007. 
Comecei a assistir 007 na TV, nas diversas sessões de filmes em horário nobre. O primeiro filme que assisti, repito na TV, foi 007 contra Goldfinger na saudosa sessão Primeira-Exibição, apresentada aos sábados. Me lembro que achei o filme sensacional, com uma mistura de ação, suspense, tecnologia e erotismo. Meus vizinhos, também ficaram impressionados e nós comentávamos no dia seguinte a repercussão. 

Matéria da Cinemin Extra

Depois, numa sessão especial durante a semana, foi exibido 007 contra Chantagem Atômica. Esse não consegui assistir inteiro, adormeci e quando acordei já estava bem próximo do final. 
Me lembro que passaram-se alguns anos e estes filmes não foram exibidos na TV, mas me lembro que houve um festival de filmes do 007 nos cinemas da cidade. 

007 contra Ocotopussy

Outro fato que achei curioso foi durante a Copa do Mundo da Espanha de 1982, pois uma equipe de TV brasileira entrevistou Sean Connery que morava no pais e ele estava bastante mudado fisicamente, com bigode e careca. Não o reconheci. Em 1983 vi um trailer do filme 007 contra Octopussy, fomos eu, meu irmão mais velho e um vizinho assistir no cinema Olympia ao filme. O primeiro impacto que tive foi verificar que o ator tinha mudado, não sabia que Sean Connery havia abandonado o papel e que Roger Moore era o atual espião. Apesar da mudança de ator muito do que eu havia assistido nos outros filmes permanecia, com uma dose muito maior de ação. 

Nunca Mais Outra Vez

Nesta mesma época foi exibido no Cinema Palácio outro filme com 007, estrelado por Sean Connery, mas que eu não assisti fui assistir este filme no Natal de 1987 quando foi exibido no Cine-Operá, tradicional exibidor de filmes eróticos da cidade e claro, o apelo de assistir Sean Connery como 007 foi irresistível. 

Outra matéria da Cinemin Extra

Claro que a partir daí descobri que as revistas falavam do personagem e explicavam tudo que eu não sabia. A primeira revista que li foi uma edição extra da saudosa revista Cinemin Extra de 1979, falando sobre o filme 007 contra O Foguete da Morte, onde falava da mudança de atores, falava sobre as filmagens, produtores, equipe técnica, enfim, passei a conhecer melhor. 

Cinemin Extra - 007 no Brasil

Outra publicação que explicou a trajetória de 007 foi a Cinemin Fantastic de 1985. A publicação explicava, ainda mais a trajetória do agente em livros, falava de seu criador Ian Fleming, fornecia a ficha técnica de todos os filmes até aquele momento e falava do próximo lançamento: 007 – Na Mira dos Assassinos e outra matéria publicada numa edição antiga da Revista Contigo de 1986 apresentando o novo 007: Timothy Dalton. 


Cinemin Fantastic de 1985

Nesta mesma época os filmes O Satânico Dr. No e Moscou contra 007 voltaram a ser exibidos nas madrugadas de segunda para terça-feira e eu, logicamente pude assisti-los, até porque eu estudava pela parte da tarde. No ano de 1985 o saudoso Cinema Palácio inaugurou a exibição de seus filmes com som dolby-esterio. 

007 - Na Mira dos Assassinos

O primeiro filme que foi exibido em dolby-estéreo foi Amadeus de Milos Forman, eu não assisti este filme, mas o segundo eu assisti. O segundo filme exibido neste sistema de som foi 007 – Na Mira dos Assassinos. Foi uma experiência surpreendente assistir ao filme de 007 em dolby-estéreo. Me lembro que achei o som muito alto e me espantava com cada ruído alto ouvido. Aliás, todos no cinema se espantavam. Depois disso, sempre que havia um filme novo de 007 eu ai assistir. 

Revista Contigo: o novo 007 de 1986

Assisti os dois filmes com Timothy Dalton e a estreia de Pierce Brosnan, todos no Cinema Palácio. Depois 007 – O Amanhã Nunca Morre foi exibido no saudoso Cinema Nazaré, no dia da pré-estréia me lembro que estava viajando, mas cheguei e o filme já havia começado, mas voltei num sábado a tarde para ver com mais calma. Os dois últimos filmes estrelados por Brosnan assisti no Cinema 02 e Castanheira, ambos do Grupo Cinema de Arte do Pará, rede de cinema que não existe mais. 

Matéria da Cinemin Fantastic sobre 007

Os dois filmes protagonizados por Daniel Craig assisti na rede que tem salas no shopping localizado no bairro entroncamento. Bem agora, foi bom lembrar esses fatos, mas temos um novo filme de 007 chegando e, claro que vou continuar assistindo a 007 nos cinemas.

Matéria da Cinemin sobre o filme Na Mira dos Assassinos

SESSÃO CIÊNCIA EM 25/10/2012


Pi

Sessão Ciência
Pi
Título original: Pi - Ano: 1998 - Duração: 84 m. - Origem: EUA. Escrito e dirigido por Darrren Aronofsky. História: Darren Aronofsky, Sean Gullette e Eric Watson. Diretor de Fotografia: Matthew Libatique. Montagem: Oren Sarch. Música original: Clint Mansell. 


Linha da história: Um matemático atormentado pesquisa uma cadeia numérica que poderá ser uma chave para compreender a natureza. Ele acredita que a Matemática é a linguagem da natureza. 




APÓS A EXIBIÇÃO DO FILME HAVERÁ DEBATE COM OS ASSOCIADOS DA APC E DA ACCPA E OS PRESENTES. 
Serviço: Dia 25/10/2012 Livraria Saraiva – Espaço Benedito Nunes 17 horas – Entrada Franca

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS DIRETORES

James Bond - 007

Muitos foram os diretores da cine-serie ao longo de seus 50 anos e alguns merecerem destaque por terem deixado sua marca. 

Terence Young

Terence Young dirigiu os primeiros filmes (O Satânico Dr. No e Moscou contra 007) e criou as referencias que até hoje estão nos filmes. Uma aventura com toques de violência, sensualidade e tensão. Young foi o diretor que moldou Sean Connery com charme e elegância presentes nos primeiros filmes. 

Guy Hamilton, Roger Moore, Albert Broccoli e Harry Saltzman

Guy Hamilton foi o diretor dos filmes de sucesso da série (007 contra Goldfinger ; 007 – Os Diamantes São Eternos). Guy ampliou as bases criadas por Terence e as elevou. Os personagens estão num universo muito maior. 

Lewis Gilbert

Lewis Gilbert foi o diretor dos filmes mais caros e ambiciosos (Com 007 Só Se Vive Duas Vezes; 007 contra O Foguete da Morte). Lewis dirigiu filmes grandiosos da serie. Além dos atores, técnicos, existem cenários grandiosos, equipes de grandes efeitos especiais, locações complexas e distantes: Japão, Brasil, Egito, Italia. Lewis dirigiu as cenas filmadas no Brasil no Rio de Janeiro e Mato Grosso. 

John Glen

John Glen foi o diretor que mais dirigiu filmes. Glen conhecia profundamente a estrutura da serie, tendo sido montador/editor e diretor de segunda-unidade, responsável pelas sequencias de ação. Logicamente, sua característica é filmar sequencias de ação precisas e bem coreografadas. Seus personagens são bem definidos: quem é vilão é vilão, quem é mocinho é mocinho. Glen abriu espaço para interpretações, como visto nos filmes de Timothy Dalton, com um Bond diferente do Bond de Roger Moore. 

Martin Campbell

Martin Campbell foi diretor das estreias de Pierce Brosnan (007 contra Goldeneye) e Daniel Craig (007 – Cassino Royale). Sabe dosar boas interpretações com boas sequencias de ação, tudo isso com bom roteiro e lidando com efeitos especiais. É sempre garantia de bons espetáculos e diversão. 

Michael Apted

Michael Apted dirigiu um único filme de Pierce Brosnan. Apted ficou famoso por ser um diretor de elencos com personagens bem desenvolvidos. Isso esta presente no filme que dirigiu (007 – O Mundo Não è o Bastante), onde temos um Bond com personalidade bem definida. Aqui Bond tem que escolher entre sua missão e a mulher que ama. Judi Dench tem grandes momentos com sua M sempre decidia que com pulso firme e coragem comanda uma agencia de espionagem. O filme que melhor mostrou os personagens da Era Brosnan. 

Marc Foster, Lee Tamahori, Roger Spottiswoode e Sam Mendes

Tivemos ainda, na direção: Marc Foster, Lee Tamahori, Peter Hunt, Roger Spottiswoode e Sam Mendes que dirige 007 - Operação Skyfalll. 

007 em ação

A cine-serie de James Bond é famosa por muitos motivos, mas sem a menor sombra de duvidas é famosa por suas sequencias de ação. Muitas das sequencias de ação dos filmes de James Bond já entraram para a história do cinema. 

Peter Hunt e Terence Young

Os primeiros filmes de 007 contaram com dois nomes que dirigiram e coordenaram as sequencias de ação: Peter Hunt (Diretor de Segunda-Unidade) e John Glen (editor/montador). A dupla foi a responsável pela primeira cena de luta coreografada na historia do cinema entre James Bond e Red Grant em Moscou contra 007; a inesquecível luta entre Bond e vários espiões no quarto da dançarina Bonita em 007 contra Goldfinger; o inesquecível ataque à base secreta da Spectre em Com 007 Só Se Vive Duas Vezes. 

John Glen

Em 1969 Peter Hunt dirigiu 007 – A Serviço Secreto de sua Majestade e John Glen torna-se diretor de segunda-unidade. O filme tem algumas das melhores sequencias de ação do cinema, mostrando o que a dupla pretendia. Glen permaneceria nesta função até 007 contra o Foguete da Morte. John Glen em 1981 passa a dirigir os filmes da serie, mostrando três características bem fortes: ação ininterrupta; cenas de esqui (tanto na água quanto no gelo) e muitos pássaros em cena. Permanece na função de diretor até 007 – Permissão Para Matar (1989). 

Vic Armstrong

O filme 007 – O Amanhã Nunca Morre (1997) marca a estreia na direção de segunda-unidade de Vic Armstrong. Vic famoso dublê e diretor de segunda-unidade, dirigi as três sequencias iniciais dos três últimos filmes estrelados por Pierce Brosnan: a explosiva sequencia inicial de 007 – O Amanhã Nunca Morre; a sequencia inicial filmada em Barcelona e no Rio Tamisa em 007 – O Mundo Não É o Bastante e a mais longa sequencia de abertura da cine-série em 007 – Um Novo dia para Morrer (2002) e sua batalha de hovercrafts. 

Alexander Witt

Nos dois filmes estrelados por Daniel Craig tivemos dois diretores diferentes. A direção de segunda –unidade ficou com o competente e experiente Alexander Witt em 007 – Casino Royale (2006) e que retornou em 007 – Operação Skyfall. Ele foi o responsável pela perseguição em free running e a sequencia final em Veneza. 

Dan Bradley

Em 007 – Quantum of Solace a direção de segunda-unidade ficou a cargo do excelente Dan Bradley. Bradley dirigiu as melhores sequencias de ação da cine-serie dos filmes que assisti até este momento. O que se falar da sequencia de perseguição e luta na Italia; a luta de Bond no hotel no Haiti e a sequencia explosiva final na Bolivia: excelente. Bradley, sem a menor sombra de duvidas, deixou sua marca na cine-serie e torço para que ele volte.