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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

EDITORIAL- ASSISTINDO AOS FILMES DE JAMES BOND/007

Cinemin Extra - 007 Especial de 1979

Eu sempre fui fã de cinema e sempre fui fã de filmes de ação e aventura e logicamente, sou um fã do agente secreto a serviço de sua majestade a Rainha James Bond, também conhecido como 007. 
Comecei a assistir 007 na TV, nas diversas sessões de filmes em horário nobre. O primeiro filme que assisti, repito na TV, foi 007 contra Goldfinger na saudosa sessão Primeira-Exibição, apresentada aos sábados. Me lembro que achei o filme sensacional, com uma mistura de ação, suspense, tecnologia e erotismo. Meus vizinhos, também ficaram impressionados e nós comentávamos no dia seguinte a repercussão. 

Matéria da Cinemin Extra

Depois, numa sessão especial durante a semana, foi exibido 007 contra Chantagem Atômica. Esse não consegui assistir inteiro, adormeci e quando acordei já estava bem próximo do final. 
Me lembro que passaram-se alguns anos e estes filmes não foram exibidos na TV, mas me lembro que houve um festival de filmes do 007 nos cinemas da cidade. 

007 contra Ocotopussy

Outro fato que achei curioso foi durante a Copa do Mundo da Espanha de 1982, pois uma equipe de TV brasileira entrevistou Sean Connery que morava no pais e ele estava bastante mudado fisicamente, com bigode e careca. Não o reconheci. Em 1983 vi um trailer do filme 007 contra Octopussy, fomos eu, meu irmão mais velho e um vizinho assistir no cinema Olympia ao filme. O primeiro impacto que tive foi verificar que o ator tinha mudado, não sabia que Sean Connery havia abandonado o papel e que Roger Moore era o atual espião. Apesar da mudança de ator muito do que eu havia assistido nos outros filmes permanecia, com uma dose muito maior de ação. 

Nunca Mais Outra Vez

Nesta mesma época foi exibido no Cinema Palácio outro filme com 007, estrelado por Sean Connery, mas que eu não assisti fui assistir este filme no Natal de 1987 quando foi exibido no Cine-Operá, tradicional exibidor de filmes eróticos da cidade e claro, o apelo de assistir Sean Connery como 007 foi irresistível. 

Outra matéria da Cinemin Extra

Claro que a partir daí descobri que as revistas falavam do personagem e explicavam tudo que eu não sabia. A primeira revista que li foi uma edição extra da saudosa revista Cinemin Extra de 1979, falando sobre o filme 007 contra O Foguete da Morte, onde falava da mudança de atores, falava sobre as filmagens, produtores, equipe técnica, enfim, passei a conhecer melhor. 

Cinemin Extra - 007 no Brasil

Outra publicação que explicou a trajetória de 007 foi a Cinemin Fantastic de 1985. A publicação explicava, ainda mais a trajetória do agente em livros, falava de seu criador Ian Fleming, fornecia a ficha técnica de todos os filmes até aquele momento e falava do próximo lançamento: 007 – Na Mira dos Assassinos e outra matéria publicada numa edição antiga da Revista Contigo de 1986 apresentando o novo 007: Timothy Dalton. 


Cinemin Fantastic de 1985

Nesta mesma época os filmes O Satânico Dr. No e Moscou contra 007 voltaram a ser exibidos nas madrugadas de segunda para terça-feira e eu, logicamente pude assisti-los, até porque eu estudava pela parte da tarde. No ano de 1985 o saudoso Cinema Palácio inaugurou a exibição de seus filmes com som dolby-esterio. 

007 - Na Mira dos Assassinos

O primeiro filme que foi exibido em dolby-estéreo foi Amadeus de Milos Forman, eu não assisti este filme, mas o segundo eu assisti. O segundo filme exibido neste sistema de som foi 007 – Na Mira dos Assassinos. Foi uma experiência surpreendente assistir ao filme de 007 em dolby-estéreo. Me lembro que achei o som muito alto e me espantava com cada ruído alto ouvido. Aliás, todos no cinema se espantavam. Depois disso, sempre que havia um filme novo de 007 eu ai assistir. 

Revista Contigo: o novo 007 de 1986

Assisti os dois filmes com Timothy Dalton e a estreia de Pierce Brosnan, todos no Cinema Palácio. Depois 007 – O Amanhã Nunca Morre foi exibido no saudoso Cinema Nazaré, no dia da pré-estréia me lembro que estava viajando, mas cheguei e o filme já havia começado, mas voltei num sábado a tarde para ver com mais calma. Os dois últimos filmes estrelados por Brosnan assisti no Cinema 02 e Castanheira, ambos do Grupo Cinema de Arte do Pará, rede de cinema que não existe mais. 

Matéria da Cinemin Fantastic sobre 007

Os dois filmes protagonizados por Daniel Craig assisti na rede que tem salas no shopping localizado no bairro entroncamento. Bem agora, foi bom lembrar esses fatos, mas temos um novo filme de 007 chegando e, claro que vou continuar assistindo a 007 nos cinemas.

Matéria da Cinemin sobre o filme Na Mira dos Assassinos

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS FILMES PARTE 2

James Bond - 007

A Era Moore foi marcada, também, por uma crise que abalou a serie e quase levando ao fim das aventuras do espião. Devido ao fraco resultado, tanto nas bilheterias quanto na produção, obtidos em 007 contra O Homem com a Pistola de Ouro. O fracasso foi tamanho que Harry Saltzman vende sua parte EON para Albert Broccoli. Esta situação fez com que o produtor pensasse acerca de manter a cine-serie, levando mais tempo entre um filme e outro, no caso foi um intervalo de 03 anos e não 02 como de costume. 

Anya (Barbara Bach) e Bond (Roger Moore) em 007 - O Espião Que Me Amava

Buscando reverter a situação Broccoli  e decidindo prosseguir, ele consegue um investimento junto aos bancos londrinos e apoio da Shell em seu próximo filme. O filme partiu de um roteiro inédito, não inspirado em nenhum dos livros, mas usando elementos de outros filmes: o vilão megalomaníaco, as super-armas, o esconderijo secreto e cenários grandiosos. Dessa combinação resultou no ótimo 007 – O Espião Que Me Amava (1977) que salvou a franquia e recolocou 007 em evidência .

Jaws/Dentes de Aço (Richard Kiel)

O filme trouxe de volta todos os elementos consagrados da franquia e brindou o público com um vilão inesquecível: Jaws/Dentes de Aço (Richard Kiel). Tamanho foi o sucesso do vilão que ele retornaria no filme seguinte: 007 contra O Foguete da Morte (1979).

Cena de 007 - O Espião Que Me Amava

Durante o lançamento do filme 007 - Na Mira dos Assassinos (1985) Moore anunciou que não permaneceria na serie, principalmente por conta de sua idade (56 anos). 

Pierce Brosnan

Com a saída de Roger Moore os produtores, Albert Broccoli, sua filha Barbara e seu enteado Michael G. Wilson, iniciaram a procura pelo novo 007. A lista ficou restrita a três nomes: Pierce Brosnan, Tomothy Dalton e Sam Neill. O escolhido foi o irlandês Brosnan. 

Pierce em Jogo Duplo

Brosnan na época estrelava a serie Jogo Duplo e que já estava praticamente cancelada, o que o liberaria do contrato que tinha para interpretar 007. O ator chegou a posar para fotos oficias com pistola e smoking. Diante da repercussão da escolha os produtores decidiram renovar a serie e por força contratual, Pierce deixou 007 e permaneceu na serie. 


Timothy Dalton

Diante deste impasse e com a saída de Brosnan, os produtores se voltaram para a segunda opção, o galês Timothy Dalton. 


Kara (Mariam d´Abo) e Bond (Dalton) em 007 - Marcado Para A Morte

Os filmes da Era Dalton buscam aproximar o 007 do cinema do 007 dos livros. Bond é passional, vingativo e amargo. Os dois filmes protagonizados por Dalton são os mais violentos da serie e, também, os mais realistas (007 - Marcado Para A Morte e 007 - Permissão Para Matar). Ainda, existem as super-armas, as belas locações, mas Bond tem um objetivo pessoal, sem mencionar que os vilões são reais: um agente soviético corrupto e um mega-traficante de drogas. Estes filmes possuem algumas das sequencias de ação mais espetaculares da cine-serie. 

Cena de 007 - Marcado Para A Morte

Este período foi marcado por duas situações que dificultaram a produção dos filmes. A retirada por parte do governo britânico dos incentivos a industria cinematográfica, encarecendo a produção de audiovisuais. Isso obrigou a produção de 007, pela primeira vez, filmar uma película inteira fora do Reino Unido, no caso o filme 007 – Permissão Para Matar todo filmado no México. 

Cena de 007 - Marcado Para A Morte

Após o termino das filmagens de 007 – Permissão Para Matar, houve uma nova briga judicial envolvendo os direitos de 007. Esta briga se arrastou por anos, fazendo com que passados 04 anos não fosse exibido nenhum novo filme do espião. Essa indefinição acerca da continuidade da cine-serie fez com que Timothy Dalton pedisse para ser liberado de seu contrato. Após uma grande insistência pela permanência de Dalton, Broccoli acabou por libera-lo. 

007 - Permissão Para Matar 

Por incrível que pareça, esta ausência, fez mais bem que mal à 007, pois tanto o público quanto a critica sentiram sua falta e pediram sua volta.

Bond em 007 - Permissão Para Matar

A volta aconteceu. No final de 1993 a questão judicial foi resolvida e em 1994 deu-se inicio a pré-produção de um novo filme. Broccoli, já sem Dalton, lembrou-se de Pierce Brosnan, que foi convidado e aceitou, tornando-se o novo James Bond.

Bond (Dalton) e Pam (Carey Lowell) em 007 - Permissão Para Matar

domingo, 21 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS FILMES PARTE 1

James Bond - 007

Os filmes de 007 foram produzidos inicialmente por Harry Saltzman e Albert Broccoli, detentores dos direitos cinematográficos de quase toda a obra já escrita por Ian Fleming e donos da produtora EON (Everything or Nothing). Em 1975, Saltzman abandonou a franquia. Desde 1995, os filmes são produzidos pela filha de Albert, Barbara Broccoli, e seu meio-irmão, Michael G. Wilson.


Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig

James Bond já foi interpretado por seis atores na série oficial: Sean Connery (1962–1967;1971;1983 cujo filme não faz parte da saga original) George Lazenby (1969) Roger Moore (1973–1985) Timothy Dalton (1987–1989) Pierce Brosnan (1995–2002) Daniel Craig (2006–presente).

Sean Connery em O Satânico Dr. No

Em 1962, foi lançado o primeiro filme, O Satânico Dr. No, com o personagem James Bond interpretado pelo então semi-desconhecido ator escocês Sean Connery. O filme, feito com apenas um milhão de dólares (orçamento ridículo, até para a época), estourou nas bilheteiras de todo o mundo, transformando Connery num ícone dos anos 1960, que com a sua espectacular popularidade internacional fez surgir uma nova histeria mundial vinda da terra da beatlemania da época: a bondmania.


Os chefões do estudio não gostaram de Connery 

Dizem as lendas, que quando os chefões da United Artist assistiram o filme, detestaram e minimizaram a situação,  dizendo que o prejuízo tinha sido pequeno. Somente os produtores e o diretor Terence Young gostaram do que viram. Outra lenda sobre o filme é que um dos chefões do estudio ao assistir a película teria dito: "O que este estivador esta fazendo neste filme?". Tamanha foi a receptividade negativa do filme que os estúdio fez sua estreia em um cinema de cidade pequena e sem grandes alardes. Felizmente, o filme fez sucesso e motivou sua estréia em grandes cidades, gerando lucro e a possibilidade de mais um filme: Moscou contra 007.

Honey (Ursulla Andress) e Bond (Connery)

Connery nunca escondeu nas varias entrevistas que concedeu, quer na época dos filmes, quer depois que não gostava de James Bond. O achava violento e machista demais, chegou ao ponto de afirmar que o agente secreto teria mais dois ou três filmes e a formula se esgotaria.


Broccoli, Connery, Ian Fleming e Saltzman

Outra coisa que Connery não gostava era a interferência, segundo suas palavras, excessiva dos produtores nos filmes, o que ocasionava atrasos e fazia com que o ator desistisse de outros projetos. A antipatia de Connery aumentou ainda, mais quando das filmagens no Japão, o ator sempre era chamado pela imprensa de Senhor Bond. Connery anunciou ao final das filmagens de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes que não renovaria seu contrato.

George Lazenby

Os produtores encontraram o substituto no ator australiano George Lazenby, famoso na Inglaterra por seu trabalho numa serie de comerciais. Lazenby não se deu bem com ninguem durante as filmagens. Vivia as turras com Diana Rigg, se desentendia com o diretor Peter Hunt e até com os produtores. Durante a divulgação do filme, o ator anunciou que não retornaria.

Terry (Diana Rigg) e Bond (Lazenby)

Os filmes tanto de Connery quanto Lazenby são sérios, com um agente mesclando força-bruta com inteligencia. O agente não enfrentava os comunistas ou chineses, mas uma organização secreta terrorista: a Espectre.


Connery em 007 - Os Diamantes São Eternos

Harry Saltzman conseguiu convencer Connery a voltar. Ficou acertado um cachê de um milhão de dolares, produção de dois filme a sua escolha e a diminuição na interferência dos produtores nas filmagens. Connery, ainda, retornaria ao personagem num filme não oficial.

Roger Moore

Com a saída de Connery entra em cena uma antiga opção dos produtores: o astro da tv britânica, o inglês Roger Moore.

Com 007 Viva e Deixe Morrer


007 contra O Homem com a Pistola de Ouro

Os filmes de Moore passam a incorporar as tendencias que os filmes da época determinavam: filmes com personagens afro-descendentes o blaxploitation (Com 007 Viva e Deixe Morrer), filmes de artes-marciais (007 contra O Homem com a Pistola de Ouro); ação ininterrupta (007 contra Octopussy), viagens especiais (007 contra O Foguete da Morte).

Bond (Moore) e Anya (Barbara Bach) em 007 - O Espião que Me Amava

James Bond enfrenta além do vilão megalomâniaco, geralmente, os comunistas (007 - O Espião que Me Amava; 007 contra Octopussy e 007 - Na Mira dos Assassinos).

 Cena de perseguição em 007 - Na Mira dos Assassinos

Além disso, nos filmes de Moore houve uma aumento no humor. O que se pode falar de uma sequencia de fuga onde o protagonista esquia  e ao passar por uma lago é usada a musica Surf in USA ou uma cena de perseguição onde os carros são destruídos ficando apenas pedaços, numa cena digna de comédia pastelão (ambas em 007 - Na Mira dos Assassinos). Talvez um dos maiores momentos deste humor seja a cena em que 007 se pendura em cipós e se escute o grito do Tarzan (007 contra Octopussy).


Moore nunca escondeu em suas entrevistas na época dos filmes, que não tinha grandes preocupações ou pretensões com o personagem e que jamais tencionou ganhar um Oscar. Afirmava que sempre buscava manter um bom relacionamento com Brocolli e agradar ao público.



Durante o lançamento do filme 007 - Na Mira dos Assassinos (1985) Moore anunciou que não permaneceria na serie, principalmente por conta de sua idade (56 anos).