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domingo, 21 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS FILMES PARTE 1

James Bond - 007

Os filmes de 007 foram produzidos inicialmente por Harry Saltzman e Albert Broccoli, detentores dos direitos cinematográficos de quase toda a obra já escrita por Ian Fleming e donos da produtora EON (Everything or Nothing). Em 1975, Saltzman abandonou a franquia. Desde 1995, os filmes são produzidos pela filha de Albert, Barbara Broccoli, e seu meio-irmão, Michael G. Wilson.


Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig

James Bond já foi interpretado por seis atores na série oficial: Sean Connery (1962–1967;1971;1983 cujo filme não faz parte da saga original) George Lazenby (1969) Roger Moore (1973–1985) Timothy Dalton (1987–1989) Pierce Brosnan (1995–2002) Daniel Craig (2006–presente).

Sean Connery em O Satânico Dr. No

Em 1962, foi lançado o primeiro filme, O Satânico Dr. No, com o personagem James Bond interpretado pelo então semi-desconhecido ator escocês Sean Connery. O filme, feito com apenas um milhão de dólares (orçamento ridículo, até para a época), estourou nas bilheteiras de todo o mundo, transformando Connery num ícone dos anos 1960, que com a sua espectacular popularidade internacional fez surgir uma nova histeria mundial vinda da terra da beatlemania da época: a bondmania.


Os chefões do estudio não gostaram de Connery 

Dizem as lendas, que quando os chefões da United Artist assistiram o filme, detestaram e minimizaram a situação,  dizendo que o prejuízo tinha sido pequeno. Somente os produtores e o diretor Terence Young gostaram do que viram. Outra lenda sobre o filme é que um dos chefões do estudio ao assistir a película teria dito: "O que este estivador esta fazendo neste filme?". Tamanha foi a receptividade negativa do filme que os estúdio fez sua estreia em um cinema de cidade pequena e sem grandes alardes. Felizmente, o filme fez sucesso e motivou sua estréia em grandes cidades, gerando lucro e a possibilidade de mais um filme: Moscou contra 007.

Honey (Ursulla Andress) e Bond (Connery)

Connery nunca escondeu nas varias entrevistas que concedeu, quer na época dos filmes, quer depois que não gostava de James Bond. O achava violento e machista demais, chegou ao ponto de afirmar que o agente secreto teria mais dois ou três filmes e a formula se esgotaria.


Broccoli, Connery, Ian Fleming e Saltzman

Outra coisa que Connery não gostava era a interferência, segundo suas palavras, excessiva dos produtores nos filmes, o que ocasionava atrasos e fazia com que o ator desistisse de outros projetos. A antipatia de Connery aumentou ainda, mais quando das filmagens no Japão, o ator sempre era chamado pela imprensa de Senhor Bond. Connery anunciou ao final das filmagens de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes que não renovaria seu contrato.

George Lazenby

Os produtores encontraram o substituto no ator australiano George Lazenby, famoso na Inglaterra por seu trabalho numa serie de comerciais. Lazenby não se deu bem com ninguem durante as filmagens. Vivia as turras com Diana Rigg, se desentendia com o diretor Peter Hunt e até com os produtores. Durante a divulgação do filme, o ator anunciou que não retornaria.

Terry (Diana Rigg) e Bond (Lazenby)

Os filmes tanto de Connery quanto Lazenby são sérios, com um agente mesclando força-bruta com inteligencia. O agente não enfrentava os comunistas ou chineses, mas uma organização secreta terrorista: a Espectre.


Connery em 007 - Os Diamantes São Eternos

Harry Saltzman conseguiu convencer Connery a voltar. Ficou acertado um cachê de um milhão de dolares, produção de dois filme a sua escolha e a diminuição na interferência dos produtores nas filmagens. Connery, ainda, retornaria ao personagem num filme não oficial.

Roger Moore

Com a saída de Connery entra em cena uma antiga opção dos produtores: o astro da tv britânica, o inglês Roger Moore.

Com 007 Viva e Deixe Morrer


007 contra O Homem com a Pistola de Ouro

Os filmes de Moore passam a incorporar as tendencias que os filmes da época determinavam: filmes com personagens afro-descendentes o blaxploitation (Com 007 Viva e Deixe Morrer), filmes de artes-marciais (007 contra O Homem com a Pistola de Ouro); ação ininterrupta (007 contra Octopussy), viagens especiais (007 contra O Foguete da Morte).

Bond (Moore) e Anya (Barbara Bach) em 007 - O Espião que Me Amava

James Bond enfrenta além do vilão megalomâniaco, geralmente, os comunistas (007 - O Espião que Me Amava; 007 contra Octopussy e 007 - Na Mira dos Assassinos).

 Cena de perseguição em 007 - Na Mira dos Assassinos

Além disso, nos filmes de Moore houve uma aumento no humor. O que se pode falar de uma sequencia de fuga onde o protagonista esquia  e ao passar por uma lago é usada a musica Surf in USA ou uma cena de perseguição onde os carros são destruídos ficando apenas pedaços, numa cena digna de comédia pastelão (ambas em 007 - Na Mira dos Assassinos). Talvez um dos maiores momentos deste humor seja a cena em que 007 se pendura em cipós e se escute o grito do Tarzan (007 contra Octopussy).


Moore nunca escondeu em suas entrevistas na época dos filmes, que não tinha grandes preocupações ou pretensões com o personagem e que jamais tencionou ganhar um Oscar. Afirmava que sempre buscava manter um bom relacionamento com Brocolli e agradar ao público.



Durante o lançamento do filme 007 - Na Mira dos Assassinos (1985) Moore anunciou que não permaneceria na serie, principalmente por conta de sua idade (56 anos).


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND – 007: OS LIVROS

James Bond - 007

Hoje vamos iniciar uma serie de matérias em comemoração dos 50 anos de exibição do filme O Satânico Dr. No, file que marcou a estréia nos cinemas do agente secreto James Bond - 007.


James Bond, também conhecido pelo código 007, é um agente secreto fictício do serviço de espionagem britânico MI-6, criado pelo escritor Ian Fleming em 1953.



O personagem foi apresentado ao público em livros de bolso na década de 1950, com a novela Casino Royale, tornando-se um sucesso de venda e popularidade entre os britânicos e, logo a seguir, entre os países de língua inglesa. Na década seguinte, os livros viraram uma grande franquia no cinema, a mais duradora e bem sucedida financeiramente, com um total de vinte dois filmes oficiais, começando com O Satânico Dr. No, em 1962. 

Ian Fleming

Ian Fleming tirou o nome 'James Bond' do autor de um livro predileto de sua esposa sobre ornitologia, Birds of the West Indies, e escreveu doze livros e dois contos sobre ele, antes de morrer, em 1964. Após sua morte, outros livros subsequentes foram escritos por Kingsley Amis e Raymond Benson, entre outros. 

Albert R. Brocolli e Harry Saltzman

O personagem já foi tema de um seriado de televisão nos Estados Unidos antes de chegar aos cinemas, e de dois filmes independentes, à parte dos feitos pela produtora oficial EON Productions, detentora dos direitos para as telas das histórias do espião, desde o acordo feito por Harry Saltzman e Albert Broccoli - produtores originais da série - com Fleming, no início da década de 60. 


007 em quadrinhos no traço de Mike Grell

Hoje a produtora é dirigida pela filha e pelo enteado de Broccoli. Bond também apareceu em quadrinhos, vídeo-games, e se tornou alvo de muitas paródias. Hoje, todos os filmes juntos arrecadaram mais de 12 bilhões de dólares, tornando-a à série mais lucrativa de todos os tempos.

A imagem de Bond idealizada por Fleming

Em suas aventuras originais completas, entre elas Casino Royale, Dr. No, Goldfinger e Octopussy, Bond é descrito como um homem alto, moreno, de olhar penetrante, viril, porte atlético e sedutor, com idade estimada entre 33 e 40 anos, apreciador de vodka-martini (Batido. Não mexido) exímio atirador com licença 00 para matar (sétimo agente desta categoria especial, daí seu código 007) e perito em artes marciais, que combatia o mal pelo mundo (muitas vezes representado pela URSS naqueles tempos de Guerra Fria), a serviço do governo de Sua Majestade, com charme, elegância e cercado de belas mulheres, sempre se apresentando com a famosa frase "Meu nome é Bond, James Bond". 

Casino Royale

O primeiro livro estrelado por James Bond foi Casino Royale, lançado em 1953. Então, todo ano, Ian Fleming ia para sua casa na Jamaica, chamada GoldenEye, para escrever um novo livro, até sua morte em 1964. Após sua morte, seus herdeiros publicaram duas obras: The Man with the Golden Gun e Octopussy and The Living Daylights (livro de contos). As obras foram publicadas em 1965 e 1966, respectivamente. 

Colonel Sun

Após a morte de Fleming, Kingsley Amis, amigo de Fleming e sob o pseudônimo Robert Markham, escreveu Colonel Sun, em 1968. Em 1973, John Pearson lançou James Bond: The Authorised Biography of 007, uma "autobiografia" do espião. 

License Renewed de John Gardner

Nas décadas de 80 e 90, outro autor, o britânico John Edmund Gardner (1926-2007), escreveu quatorze livros originais, até se aposentar por problemas de saúde. 

A Essência do Mal

Em 2008, os herdeiros de Ian Fleming autorizaram a publicação de uma nova obra de James Bond. Esta foi escrita pelo britânico Sebastian Faulks, tendo como palco o período da guerra fria e, como sempre, passando por localidades diversas. A Essência do Mal foi lançado em 28 de maio de 2008, acompanhando o centenário de nascimento de Fleming. 

Carte Blanche

Um novo livro, atualizando Bond no contexto do século 21 e colocando-o como um agente iniciante de uma agência independente do MI6, foi escrito por Jeffery Deaver e lançado em 2011 com o título de Carte Blanche. Chegará ao Brasil em 2012. 

Novelização de 007 Contra o Foguete da Morte

Além disso, filmes com enredos originais receberam novelizações. 007 - O Espião Que Me Amava e 007 Contra o Foguete Da Morte foram escritos pelo roteirista Christopher Wood. Os "escritores oficiais" assinaram as seguintes obras: John Gardner - Permissão Para Matar e 007 Contra Goldeneye, e Raymond Benson - 007 - O Amanhã Nunca Morre, 007 - O Mundo Não é o Bastante e 007 - Um Novo Dia Para Morrer. 


From Russia with Love

O livro From Russia With Love foi publicado pela primeira vez no Brasil em 1965, mas tratava-se de uma segunda edição já que a mesma história fora publicada em 1963 com o título Espionagem. É no capítulo 28 desse livro que o autor Ian Fleming narra a morte de seu mais famoso personagem, fato que nunca aconteceu no cinema. Segundo o livro, James Bond teria sido assassinado no quarto 204 do Ritz Hotel em Paris e sua algoz, embora tenha sido capturada por ele próprio, foi Rosa Klebb, que desferiu-lhe um golpe com sua botina armada de uma pequena lâmina envenenada na ponta. Outros personagens do livro foram, dessa mesma forma, por ela fulminantemente assassinados; mas apesar da alta potência e rápida ação do veneno utilizado, soube-se somente no livro seguinte (007 Contra o Satânico Dr. No), publicado um ano depois, que James Bond sobrevivera.