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terça-feira, 23 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS FILMES PARTE 3

James Bond - 007

A Era Brosnan foi um período mais tranquilo para James Bond e isso é refletido nos filmes. Com a volta dos filmes perguntou-se: O que o público atual quer ver nos filmes? Resposta: James Bond. Os filmes mostraram justamente o agente machista, violento, mas com ar nobre, uma mistura de Connery com Moore. 

Alec (Sean Bean) e James Bond (Pierce Brosnan)

As tramas giram em torno de ex-espiões, mercenários, terroristas e generais corruptos. Com cenas de ação espetaculares, produções bem cuidadas, locações deslumbrantes e elenco competente. Os filmes apresentaram James Bond para uma geração que não o conhecia ou o conhecia apenas da TV. 


Derek Mendings


Albert R. Broccoli

Dois fatos tristes marcaram este período: os falecimentos do técnico em efeitos especiais Derek Mendings (1995) após concluir seu trabalho no filme 007 contra Goldeneye e de Albert Broccoli (1996). Com isso a produção passou para a dupla Barbara Broccoli e Michael G. Wilson que produzem a série até hoje. 


Barbara Broccoli e Michael G. Wilson


007 contra Goldeneye

Pierce Brosnan conseguiu tornar-se uma mistura de Connery (força e periculosidade) e Moore (ar nobre), além de ter uma grande simpatia pessoal. Recolocando, novamente, James Bond no cenário cinematográfico mundial. Brosnan durante os filmes nas varias entrevistas que concedeu era só elogios aos produtores e a equipe, agradecendo a oportunidade que lhe foi dada. 


Natalya (Izabella Scorupco) e Bond


007 fugindo num tanque

Uma das curiosidades da Era Brosnan foi o lançamento do filme Titanic (1997). Sua estreia aconteceu antes do filme 007 – O Amanhã Nunca Morre, o segundo estrelado por Brosnan. As extensas e complexas filmagens, a estreia e sucesso de Titanic deixaram os produtores preocupados, mas o filme fez uma ótima bilheteria, independente do sucesso do filme de James Cameron. 


007 - O Amanhã Nunca Morre


Bond e Wai Lin (Michelle Yeoh)

O grande destaque deste período foi o ótimo 007 – Um Novo Dia para Morrer (2002), marcando o aniversário de 40 anos da cine-serie. A película é repleta de citações aos filmes de Bond, fatos da vida de Ian Fleming e situações apresentadas em livros. No filme, também, temos a mais longa sequencia de ação dos filmes, com uma perseguição de hovercrafts. 

007 - O Mundo Não é o Bastante


Bond, M (Judi Dench) e Christmas (Denise Richards)

Neste filme que foi o ultimo estrelado por Brosnan, temos a cantora Madonna interpretando a musica tema e fazendo uma participação no filme como a personagem Verity. 

007 - Um Novo Dia para Morrer


Gustav (Toby Stephens), Miranda (Rosamund Pike), Verity (Madonna) e Bond

Após o lançamento do filme e com o fim do contrato de Pierce Brosnan, os produtores decidiram não renovar seu contrato e oficialmente ele foi dispensado.

Q (Desmond Llewelyn) e Bond

Bond capturado

Com a decisão de não renovar o contrato de Pierce Brosnan os produtores decidiram que já era hora de um novo James Bond e decidiram que estava na hora, também, de mudanças. 

007 - Cassino Royale

A proposta do filme era reiniciar tudo do zero. Não partir de nenhuma referência já existente e apresentar ao mundo um James Bond novo e diferente. Bond seria mostrado com inexperiente, vulnerável e sujeito a escolhas erradas. Bond no inicio do filme é praticamente um capanga que no decorrer da trama vai mudando e mostrando a personalidade que conhecemos. 

James Bond (Daniel Craig)

A escolha de Daniel Craig para o papel foi cercada de polemicas. Os criticaram o fato de ele ser o inverso do Bond que é alto, moreno e bonito em quanto que Craig é relativamente baixo (1m85), loiro e carrancudo. Sitios de dados de fãs chegaram a preparar campanhas contra o ator e pediram aos fãs que boicotassem o filme com o titulo de craignotisbond. 

Bond e M (Judi Dench)

Felizmente, Craig mostrou que eles estavam errados, brindou o público com um dos melhores Bonds de todos, bem próximo do agente mostrado nos livros e uma historia repleta da revira-voltas e mistérios. 

Vesper (Eva Green) e Bond

007 - Cassino Royale (2006) é um dos melhores filmes do agente secreto em vários sentidos, com elenco de primeira, grandes locações, criação de bases para dar sequencia a novos filmes e atualização com os tempos atuais. Os vilões são terroristas e agentes duplos que se colocam no caminho de um agente recém-promovido e de “pavio curto” que tem que cumprir sua missão. Duas são as sequencias de ação memoráveis: a sequencia espetacular de perseguição ao terrorista sul-africano e seu uso de free running pelas ruas e construções; a sequencia final em Veneza onde Bond enfrenta vários assassinos. O filme foi um sucesso de critica e de público, sendo a melhor arrecadação dos todos os filmes da franquia.

007 - Quantum of Solace

Graças ao sucesso do filme anterior os produtores decidiram que a nova produção seria uma sequencia direta, fechando algumas portas abertas e explicando tudo que estava acontecendo com o novato James Bond.

Bond e Camille (Olga Kurylenko)

007 – Quantum of Solace mostra Bond enfrentando uma organização terrorista super-secreta que estava por trás dos fatos do filme anterior e sua busca por vingança. A organização esta infiltrada em todos os níveis tanto do governo britânico quanto no mundo. Bond continua violento, passional, com mais experiência e tendo uma ideia sobre como funciona o intrincado mundo da espionagem. 

Bond em ação

O filme rachou a critica. Uma parte da critica afirmou que a película era inferior ao anterior, sendo na verdade uma colagem de cenas de ação sem uma historia interligando-as. Outra parte elogiou o filme por seu roteiro cheio de situações empolgantes, Craig mais a vontade como Bond e uma historia mais próxima da realidade. Eu me encontro entre esta outra parte. 007 – Quantum of Solace superou o valor de 500 milhões de dólares de bilheteria, sendo o filme de Bond que mais faturou nos Estados Unidos.


 Marc Foster (Diretor do filme), Mathieu Almaric (Dominic), Olga (Camille) e Bond (Craig)

domingo, 21 de outubro de 2012

ESPECIAL JAMES BOND - 007: OS FILMES PARTE 1

James Bond - 007

Os filmes de 007 foram produzidos inicialmente por Harry Saltzman e Albert Broccoli, detentores dos direitos cinematográficos de quase toda a obra já escrita por Ian Fleming e donos da produtora EON (Everything or Nothing). Em 1975, Saltzman abandonou a franquia. Desde 1995, os filmes são produzidos pela filha de Albert, Barbara Broccoli, e seu meio-irmão, Michael G. Wilson.


Sean Connery, George Lazenby, Roger Moore, Timothy Dalton, Pierce Brosnan e Daniel Craig

James Bond já foi interpretado por seis atores na série oficial: Sean Connery (1962–1967;1971;1983 cujo filme não faz parte da saga original) George Lazenby (1969) Roger Moore (1973–1985) Timothy Dalton (1987–1989) Pierce Brosnan (1995–2002) Daniel Craig (2006–presente).

Sean Connery em O Satânico Dr. No

Em 1962, foi lançado o primeiro filme, O Satânico Dr. No, com o personagem James Bond interpretado pelo então semi-desconhecido ator escocês Sean Connery. O filme, feito com apenas um milhão de dólares (orçamento ridículo, até para a época), estourou nas bilheteiras de todo o mundo, transformando Connery num ícone dos anos 1960, que com a sua espectacular popularidade internacional fez surgir uma nova histeria mundial vinda da terra da beatlemania da época: a bondmania.


Os chefões do estudio não gostaram de Connery 

Dizem as lendas, que quando os chefões da United Artist assistiram o filme, detestaram e minimizaram a situação,  dizendo que o prejuízo tinha sido pequeno. Somente os produtores e o diretor Terence Young gostaram do que viram. Outra lenda sobre o filme é que um dos chefões do estudio ao assistir a película teria dito: "O que este estivador esta fazendo neste filme?". Tamanha foi a receptividade negativa do filme que os estúdio fez sua estreia em um cinema de cidade pequena e sem grandes alardes. Felizmente, o filme fez sucesso e motivou sua estréia em grandes cidades, gerando lucro e a possibilidade de mais um filme: Moscou contra 007.

Honey (Ursulla Andress) e Bond (Connery)

Connery nunca escondeu nas varias entrevistas que concedeu, quer na época dos filmes, quer depois que não gostava de James Bond. O achava violento e machista demais, chegou ao ponto de afirmar que o agente secreto teria mais dois ou três filmes e a formula se esgotaria.


Broccoli, Connery, Ian Fleming e Saltzman

Outra coisa que Connery não gostava era a interferência, segundo suas palavras, excessiva dos produtores nos filmes, o que ocasionava atrasos e fazia com que o ator desistisse de outros projetos. A antipatia de Connery aumentou ainda, mais quando das filmagens no Japão, o ator sempre era chamado pela imprensa de Senhor Bond. Connery anunciou ao final das filmagens de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes que não renovaria seu contrato.

George Lazenby

Os produtores encontraram o substituto no ator australiano George Lazenby, famoso na Inglaterra por seu trabalho numa serie de comerciais. Lazenby não se deu bem com ninguem durante as filmagens. Vivia as turras com Diana Rigg, se desentendia com o diretor Peter Hunt e até com os produtores. Durante a divulgação do filme, o ator anunciou que não retornaria.

Terry (Diana Rigg) e Bond (Lazenby)

Os filmes tanto de Connery quanto Lazenby são sérios, com um agente mesclando força-bruta com inteligencia. O agente não enfrentava os comunistas ou chineses, mas uma organização secreta terrorista: a Espectre.


Connery em 007 - Os Diamantes São Eternos

Harry Saltzman conseguiu convencer Connery a voltar. Ficou acertado um cachê de um milhão de dolares, produção de dois filme a sua escolha e a diminuição na interferência dos produtores nas filmagens. Connery, ainda, retornaria ao personagem num filme não oficial.

Roger Moore

Com a saída de Connery entra em cena uma antiga opção dos produtores: o astro da tv britânica, o inglês Roger Moore.

Com 007 Viva e Deixe Morrer


007 contra O Homem com a Pistola de Ouro

Os filmes de Moore passam a incorporar as tendencias que os filmes da época determinavam: filmes com personagens afro-descendentes o blaxploitation (Com 007 Viva e Deixe Morrer), filmes de artes-marciais (007 contra O Homem com a Pistola de Ouro); ação ininterrupta (007 contra Octopussy), viagens especiais (007 contra O Foguete da Morte).

Bond (Moore) e Anya (Barbara Bach) em 007 - O Espião que Me Amava

James Bond enfrenta além do vilão megalomâniaco, geralmente, os comunistas (007 - O Espião que Me Amava; 007 contra Octopussy e 007 - Na Mira dos Assassinos).

 Cena de perseguição em 007 - Na Mira dos Assassinos

Além disso, nos filmes de Moore houve uma aumento no humor. O que se pode falar de uma sequencia de fuga onde o protagonista esquia  e ao passar por uma lago é usada a musica Surf in USA ou uma cena de perseguição onde os carros são destruídos ficando apenas pedaços, numa cena digna de comédia pastelão (ambas em 007 - Na Mira dos Assassinos). Talvez um dos maiores momentos deste humor seja a cena em que 007 se pendura em cipós e se escute o grito do Tarzan (007 contra Octopussy).


Moore nunca escondeu em suas entrevistas na época dos filmes, que não tinha grandes preocupações ou pretensões com o personagem e que jamais tencionou ganhar um Oscar. Afirmava que sempre buscava manter um bom relacionamento com Brocolli e agradar ao público.



Durante o lançamento do filme 007 - Na Mira dos Assassinos (1985) Moore anunciou que não permaneceria na serie, principalmente por conta de sua idade (56 anos).