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quinta-feira, 19 de julho de 2012

AS DUBLAGENS DO HOMEM-ARANHA - 1ª PARTE

O Homem-Aranha

Hoje começaremos uma serie de postagens com matérias sobre as várias dublagens que os desenhos, serie e filmes que o Homem-Aranha recebeu no Brasil.
O Homem-Aranha é um dos mais queridos e famosos personagens das historias em quadrinhos e diante de seu grande sucesso, foi levado a diversas outras mídias, como: televisão, jornais, cinema e teatro. 
O Aranha esteve presente em 07 desenhos animados exibidos na televisão, felizmente, todos ganharam boas e em alguns casos, ótimas versões brasileiras para que seus fãs não perdessem suas aventuras. 

Homem-Aranha (1967)

O primeiro desenho exibido dublado por aqui foi O Homem-Aranha (1967) que no Brasil a serie foi dublada no estudio carioca Riosom, o mesmo da primeira dublagem do anime Speed Racer, e que abrasileirou os nomes dos personagens, contou os grandes nomes da época: O Homem-Aranha que foi dublado por Alfredo Martins (Billy em Capitão Marvel e ator da Rede Globo), sendo chamado de Pedro Prado; o editor J. Jonah Jameson que no desenho se chamava J. Jonah Jaime teve a voz do maravilhoso Orlando Drummond (Scooby Doo), Beth que manteve o nome original, foi dublada por Elza Martins (a eterna secretaria do detetive Dan Tunner em Vegas). A grande curiosidade esta na locução dos episódios feita pelo apresentador de programas esportivos da Rede Globo Léo Batista. 

Alfredo Martins, Elza Martins, Orlando Drummond, Léo Batista

Nos anos 1980 a TV aberta trouxe de volta os desenhos, redublando-os no estúdio carioca Herbert Richers que manteve os nomes originais dos personagens, mantendo, também, a escalação dos desenhos e series feitos sobre o personagem e dublados pelo estúdio sempre com o mesmo trio central de vozes para Peter/Aranha, Jameson e Beth. A locução passou a ser feita por Ricardo Marianno, O Homem-Aranha que foi dublado por Carlos Marques (Tatoo na Ilha da Fantasia); o editor J. Jonah Jameson teve a voz do competente Jose Santa-Cruz (Magneto nos desenhos e filmes X-Men), Beth foi dublada por Edna Mayo (Priscila Presley em Dallas). Em todos os estudios tivemos uma ótima escolha de vozes e uma tradução que não utilizou os nomes e termos adotados nas historias em quadrinhos publicadas no Brasil, fruto da falta de uma acessória dos estúdios junto aos fãs dos quadrinhos.

Carlos Marques, Edna Mayo, Jose Santa-Cruz, Ricardo Marianno

segunda-feira, 2 de julho de 2012

DUBLASOM NA WEB – A FEITICEIRA FACEIRA

A Feiticeira Faceira

Este desenho é uma produção dos estúdios Hanna-Barbera com 26 episódios e duas temporadas (1965 e 1966), exibindo em conjunto com Esquilo Secreto e Lula Lelé. Conta as aventuras de uma feiticeira boazinha, mas atrapalhada chamada de Vassourinha que anda numa vassoura voadora chamada Piaçaba, sempre envolvida em muitas confusões. 

Vassourinha e Piaçaba


Sapati, sapati, pou...

Esta comédia é muito divertida, mostrando uma personagem que geralmente é má, sendo boazinha com todos. Vários foram os episódios memoráveis: o episódio que Piaçava é rouba e substituída por uma vassoura comum. É de gargalhar a cena em que a feiticeira trata a vassoura com uma doente comum, com direito a cama, ganja de galinha e termometo. Outros episódios memoráveis são quando Vassourinha ajuda algum personagem de conto de fadas e usa seus poderes para atrapalhar: uma rainha má, lobo, pirata, sempre com as palavras magicas: "Sapati, sapati, pou". 

Vassourinha em muitas confusões




A dublagem maravilhosa melhorou o que já era bom. Vassourinha foi dublada por uma das grandes vozes da historia da dublagem brasileira: Selma Lopes. Selma (a voz de Whoopy Goldberg em vários filmes) criou um tom de voz leve, dando a impressão de estarmos com uma tia muito querida. Diferente do original que ressalta o lado atrapalhado da personagem. 
Um desenho muito bom que graças a dublagem, virou um clássico.


Ricardo Marianno



Selma Lopes


A FEITICEIRA FACEIRA 
Versão brasileira: Herbert Richers
Apresentação: Ricardo Marianno
Vassourinha: Selma Lopes

terça-feira, 1 de novembro de 2011

DUBLASOM NA WEB – O ATOMICO

O Atomico

Este desenho foi uma produção do estúdio Filmation no ano de 1967, tendo 03 episódios, onde o herói da editora de quadrinhos DC Comics Elétron ganhava uma versão animada. Na verdade a produção foi a segunda temporada do desenho As Novas Aventuras do Super-Homem, que ao invés de ter desenhos do Superboy teve os desenhos do Heroi Submarino (Aquaman), Atomo (Elétron), Homem-Gavião (Gavião Negro), Relâmpago (Flash), Homem de Verde (Lanterna Verde), Associação de Justiceiros da America (Liga da Justiça) e Jovens Titãs (Turma Titã).

O Atomico






As historias do Atomico são aventuras mescladas com ficção-cientifica sem nenhuma profundidade nos personagens, bem ao estilo da era de prata dos quadrinhos, servindo de vitrine para exibir ao mundo os personagens da DC Comics.
A trama mostra o Atomico defendendo sua cidade e a Terra contra varias bandidos, vilões e ameaças galacticas.




Ray Palmer (Atomico) de paleto cinza

A dublagem foi realizada pela Herbert Richers pecando por uma adaptação equivocada e tradução literal dos nomes dos personagens da editora, considerando-se que na época não havia uma interação entre estúdio de dublagem, fãs de quadrinhos e editora nacional da DC Comics no Brasil.

Ricardo Marianno


Waldyr Sant´anna


Orlando Prado

Apesar disto, as vozes foram muito bem escolhidas, o Atomico foi dublado por um dos mais competentes e queridos atores da historia da dublagem brasileira: Orlando Prado (a voz do vilão da serie Dallas J. R. Ewing, Lula-Lélé e a voz que mais dublou o Aquaman nos desenhos dos Super-Amigos).
Otimas vozes, mas com uma tradução fraca para esta dublagem.

O ATOMICO
Versão brasileira: Herbert Richers
Apresentação: Ricardo Marianno
Locução: Waldyr Sant´anna
Atomico: Orlando Prado

domingo, 9 de outubro de 2011

DUBLASOM NA WEB – A FORMIGA ATÔMICA

A Formiga Atômica

Este desenho é uma produção dos estúdios Hanna-Barbera de 1965 com 26 episódios. Conta as aventuras de uma formiga que tem poderes atômicos, que são super- força e capacidade de vôo. A formiga usa seus poderes para combater o crime enfrentando muitos perigos, sempre com muita confusão.


Esta comédia é muito divertida ao mostrar uma formiga que é um super-heroi e enfrenta os vilões com um grande bom humor. Ela tem um bordão que é inesquecível, usado sempre quando parte para as missões: “La vai a triônica formiga atômica”.



"Lá vai a triônica, formiga atômica...."

A grande curiosidade deste desenho é a participação do Zé Colméia em um dos episódios.
Vários foram os episódios memoráveis: o episódio que ele enfrenta um formiga mestra em karate; outro no qual ajuda secretamente à um menino ganhar confiança.



"Tá legal, tá legal..."

A dublagem maravilhosa melhorou o que já era bom. A Formiga foi dublada por um dos maiores dubladores brasileiros: Rodney Gomes.
Rodney (a voz do Robin em Batman com Adam West na AIC – São Paulo e o papagaio Iago em nos filmes e serie Alladim da Disney) criou um tom de voz bem nasalado e caracterizando bastante o personagem que fez um grande sucesso, principalmente entre as crianças.

Ricardo Marianno



Rodney Gomes

Além disso, Rodney criou outro bordão, sempre que a Formiga partia para os vilões, ela dizia: “Tá legal, tá legal...”.
Um dos grandes gênios da dublagem em mais um trabalho que merecia ser revisto pelas novas gerações.
É um clássico.

A FORMIGA ATÔMICA
Versão brasileira: Herbert Richers
Apresentação: Ricardo Marianno
Formiga Atômica: Rodney Gomes

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

OS APRESENTADORES DOS ESTUDIOS DE DUBLAGEM - PARTE 2

Estudio de Dublagem

No Rio de Janeiro, também existiram apresentadores dos estúdios com vozes marcantes que permanecessem na nossa memória auditiva.
No inicio, os estúdios cariocas não tinham esta preocupação, tal qual aconteceu em São Paulo, no fato de existir o apresentador da casa da dublagem, dando ao estúdio uma característica propria.
Milton Rangel, Domicio Costa e Allan de Lima, se revezavam na apresentação dos estúdios cariocas.

Dubladores no estudio

Nos anos 70 surgiu uma voz que mostrou a necessidade dos estúdios cariocas em padronizar o apresentador das “casas” de dublagem, esta voz era do espetacular e marcante: Ricardo Marianno.
Marianno fez um excelente trabalho no estúdio Herbert Richers, servindo de parâmetro para todos os apresentadores que o seguiram.
Nos anos 80, com o crescimento de vários estúdios, novas vozes surgiram, firmando seus nomes no mercado dublagem: Edmo Luis (VTI-Rio); Leonel Abrantes (Telecine); Marcio Seixas (Herbert Richers).

Vamos relembrar algumas vozes dos estúdios cariocas:

MILTON RANGEL – Foi apresentador de vários estúdios cariocas, graças a sua possante voz e locução impecável, dentre os quais: Cinecastro, Dublasom Guanabara e muitos outros. Um dos pioneiros da dublagem no Rio de Janeiro, sendo muito conhecido por ser a voz de Jeronimo – O Heroi do Sertão na Radio Nacional. Na dublagem foi a voz de Herman (Fred Gweny) na primeira dublagem de Os Monstros, Ricky Ricardo (Desi Arnaz) em I Love Lucy e Zandor em Os Herculoides e muitos outros.

Domicio Costa

DOMICIO COSTA – Realizou a locução de vários estúdios cariocas, principalmente Cinecastro, substituindo Milton Rangel. Também foi o apresentador de Televox e Telecine até a metade dos anos 70. Um dos grandes e versáteis dubladores brasileiros: MighTor, Eustaquio em Coragem – O Cão Covarde, O Virginiano (dublagem carioca) em O Homem de Virginia, Mestre de preto nas três primeiras temporadas de Kung Fu.


Ricardo Marianno


RICARDO MARIANNO - Ele é, juntamente com Vaccari da AIC, um dos maiores apresentadores dos estúdios de dublagem brasileiros em todos os tempos. Sua voz precisa e colocação vocal perfeitos, fez historia e marcou toda uma geração de fãs e telespectadores em geral. Seu trabalho foi do inicio dos anos 70 até por volta de 1992, período em que trabalhou exclusivamente para o estúdio Herbert Richers. Marianno aposentou-se, tendo sido recentemente descoberto pelos fãs da dublagem.

Leonel Abrantes


LEONEL ABRANTES- Foi o apresentador do estúdio Telecine durante a metade final dos anos 70 e quase toda década de 80. Tem uma locução bem característica que marcou o estúdio, com uma voz bem mais leve que os apresentadores em geral. Leonel é um dublador competente com mais de três décadas de experiência. É a voz em português do Charlie (John Forsythe) a partir da 2ª. Temporada de As Panteras e na redublagem na serie, Chefe O´Brien (Colm Meaney) em Jornada Nas Estrelas – Deep Space Nine e Nead Flanders em Os Simpsons.

Marcio Seixas


MARCIO SEIXAS- Foi o substituto de Marianno na Herbert Richers, tendo iniciado a locução do estúdio na metade da década 90, deixando a apresentação por volta de 2002, sendo substituído por Gilberto Ligier. Dublador e locutor excepcional com belíssima e potente voz, Marcio é a voz de vários atores e personagens inesquecíveis: Batman em O Novo Batman e Liga da Justiça, Charlton Heston (Ben-Hur e Os Dez Mandamentos), 007/James Bond (na redublagem de quase todos os filmes até Timothy Dalton).

Mauricio Berger


MAURICIO BERGER – Uma das jovens vozes surgidas nos anos 80 e que conseguiram seu espaço na dublagem brasileira. Foi o apresentador de vários estúdios Sincrovideo e Dublamix, com uma locução bem neutra e diferente da entonação de seus vários personagens. Um dos grandes dubladores cariocas, sendo a voz de: John Stewart em a Liga da Justiça, Jerold em The Pretender e Jack (Mark Harmon) em Chicago Hope.

Edmo Luis


EDMO LUIS – Uma das vozes e locuções mais características da dublagem, sendo o substituto do primeiro apresentador Correa de Araujo, sendo o mais marcante apresentador do estúdio VTI-Rio. Edmo fez uma locução maravilhosa num estilo bem similar ao de Vaccari e Marianno, sendo substituído por volta de 1995 por varias vozes e depois por Jorge Junior, o qual passou a ser o apresentador oficial do estudio. Edmo é também ator de tv e pode ser visto na mini-serie da Rede Globo JK, na novela A Favorita e varias outras novelas.